14 de junho de 2017

Pré-Congresso unificado de Maceió/Matriz do Camaragibe do Sinteal discute conjuntura política

IMG_2620Encerrando a etapa preparatória para o 14º Congresso Estadual dos/as Trabalhadores/as em Educação de Alagoas, o Sinteal realizou, na manhã e na tarde desta quarta-feira (14), o 12º Pré-Congresso com trabalhadoras/es das regiões de Maceió e Matriz do Camaragibe.

Com palestra da professora da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Sandra Lúcia Lira, o período da manhã foi dedicado a uma longa análise de conjuntura, com base na realidade no Estado de Alagoas, no Brasil e até em nível mundial.

“Contra o fascismo na sociedade, contra essa violência que quer calar a população. Por quê querem calar os professores e professoras? Ora, porque os professores e professoras são a voz da humanidade, a voz da emancipação. Enquanto o fascismo é a voz da dominação”, esclareceu a professora Sandra Lúcia.

De acordo com a palestrista, “nossas palavras de ordem são o ‘Fora Temer’, ‘Diretas, já!’ e ‘Nenhum direito a menos!’. Vamos combater o golpe em defesa dos nossos direitos”.

Já Girlene Lázaro, membro da direção nacional da CNTE – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, falou sobre a atual realidade da luta dos trabalhadores e trabalhadoras em educação, alertando que todo o contexto político afeta diretamente a vida da categoria.

Utilizando episódios recentes em Alagoas, a exemplo da repressão policial a estudantes em sala de aula e a estudantes que protestavam pelo direito ao transporte escolar, Girlene avaliou que o “senso de justiça está sendo distorcido” e que a questão agora é de direta “luta de classes, pois eu tenho dúvidas sobre se qualquer força policial invadiria uma escola particular como invadiu a Escola Estadual Campos Teixeira, onde ocorreu a agressão covarde a um estudante”.

Na parte final de sua fala, Girlene alertou para as dificuldades de organização da luta por direitos nessa conjuntura de golpe: “tem gente que agora acha que não precisa de sindicato, que não quer lutar contra o Governo Federal porque quer só aumento de salário, mas não percebem que piso, planos de carreiras, reajustes, e outros direitos mais, podem e são afetados por decisões que vêm de cima, e só iremos (re)conquistar nossos direitos recuperando o nosso processo democrático”.

Após as palestras, um debate com a participação qualificada da plenária foi realizado, com a participação de diretoras/es de escolas, funcionárias/os e também companheiras/os aposentadas/os.

A parte da tarde ficou restrita à análise dos textos-base sobre as conjunturas nacional (principalmente as reformas antitrabalhadores e antiBrasil da Previdência e Trabalhista, além do processo de terceirização) e internacional, particularmente a conjuntura no Estado de Alagoas e as políticas educacional e sindical.

IMG_2517Antes do final do pré-congresso, para votação da plenária, a mesa diretora leu três moções de repúdio (à retirada do ensino de língua espanhola na rede estadual de ensino; à lei de previdência complementar e à gestão municipal de Rui Palmeira) e uma moção de apoio à autonomia universitária com repúdio à intervenção do golpista Governo Temer.

IMG_2615Ao final do encontro, as/os delegadas/os do pré-congresso aprovaram a retirada de delegadas/os ao 14º Congresso Estadual, que será realizado no período de 23 a 26 de agosto de 2017, com o tema central “Educação Pública e a Defesa do Estado Democrático de Direito em Tempos de Golpe”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *