10 de janeiro de 2018

Vice-presidenta da CNTE encerra atividades do Grupo de Estudos do Sinteal em 2018

IMG_3631Com a última etapa do programa de formação iniciado em julho de 2017, o Sinteal dá início às atividades de 2018 nesta quarta-feira (10), trazendo a participação de um grande quadro da luta pela educação nacional, Marlei Fernandes, da APP Sindicato no Paraná, e atual vice-presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE). Coordenado pelo sociólogo Anderson Campos, o Grupo de Estudos do Sinteal teve a participação de dirigentes estaduais, dirigentes de todos os núcleos regionais e algumas pessoas da base.

IMG_3584Abrindo os trabalhos, a presidenta Consuelo Correia falou brevemente sobre o ano de 2017, que foi de muita luta, com algumas vitórias dentro das adversidades. “A suspensão da lei da mordaça no STF foi uma vitória nossa, assim como a greve geral de 28 de abril, que parou mais de 40 milhões de pessoas no país, foi puxada pela educação. Fizemos muito, lutamos pela valorização dos trabalhadores. Tivemos derrotas sim, foram muitos ataques à democracia e retiradas de direitos da classe trabalhadora. Reforma trabalhista, reforma do ensino médio e homofobia foram batalhas que não conseguimos vencer, são ataques ao povo brasileiro que enfrentamos. Mas nós queremos um país mais justo, mais solitário, igualitário e continuamos na luta por isso”, explicou a presidenta do Sinteal.

Em seguida, uma análise de conjuntura feita por Marlei Fernandes atualizou a todos sobre o cenário atual da luta da classe trabalhadora no país, em especial a das/os trabalhadores/as da educação. Segundo ela, estamos vivendo um momento em que o cenário tem mudado constantemente, e por isso “no nosso dia-a-dia temos que nos propor a para, avaliar e pensar no que fazer coletivamente”, disse ela..

IMG_3625Marlei avalia que os ataques que estão acontecendo à classe trabalhadoras são motivados pela necessidade do capital de ampliar seus lucros e manter a situação de desigualdade, que eles precisam de desempregados e de mão de obra barata que vão aceitar de qualquer forma para o capital. “Há uma crise de governança mundial. Quem toma as decisões não são os governos eleitos, e sim as grandes empresas do capital”, esclareceu. Ela destacou que “não podem ser os bens de consumo a única coisa a regular a sociedade como um todo”.

Ela também fez um resgate do ano de 2017 na categoria, começando com o congresso nacional de estabeleceu as lutas para o período, que conseguiram, entre outras conquistas, impedir que a reforma da previdência seja colocada em votação no Congresso Nacional.

IMG_3784O período da tarde foi voltado para trabalhos (exercícios) práticos desenvolvidos com as/os dirigentes sindicais, em oito grupos, com a escolha, por grupo, de oito temas sociais da atualidade brasileira (conjuntura), para a construção de uma avaliação política: Previdência, Golpe, Defesa da Escola Pública, PEC 95, Desafios do Movimento Sindical, Reforma Trabalhista, Perda de Direitos e Democracia.

No final de mais um grupo de estudo, houve a produção de vídeos no celular com o objetivo de fazer uma avaliação coletiva sobre a importância da formação política para o enfrentamento aos desafios previstos para este novo ano.

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