8 de fevereiro de 2018

Contra a privatização! Sinteal participa de ato público em defesa da Eletrobrás

WhatsApp Image 2018-02-08 at 10.21.10Na manhã desta quinta-feira (8), o Sinteal participou de ato público em frente à Eletrobras Distribuição Alagoas (á Av. Fernandes Lima), organizado pelo Sindicato dos Urbanitários de Alagoas. A mobilização da categoria vem sendo feita há meses, contra a tentativa da empresa de acabar com o patrimônio público brasileiro prejudicando os trabalhadores/es e a população em geral.

WhatsApp Image 2018-02-08 at 10.21.09Está marcada para hoje, em Brasília, uma Assembleia Geral Extraordinária entre acionistas da empresa onde será feita a escolha entre a privatização ou a liquidação das distribuidoras do grupo Eletrobras. Ou seja, os acionistas deverão escolher qual o destino das distribuidoras de Alagoas, Acre, Rondônia, Amazonas, Roraima e Piauí. Decidirão se essas empresas serão vendidas ou se serão simplesmente liquidadas, ou seja, extintas.

Em resposta a isso, em Alagoas está acontecendo uma paralisação de luta e resistência. Um grupo de trabalhadores foi até Brasília (DF) fazer enfrentamento direto no local da assembleia. Simultaneamente, está acontecendo o ato público em Maceió, com o apoio de outros movimentos, como CUT e Sinteal.

Consuelo Correia, presidenta do Sinteal, ressaltou o prejuízo que a população enfrenta quando as empresas nacionais são vendidos. “Serviços básicos à população são obrigação do Estado. Os bens naturais, como água e energia, são propriedade do povo brasileiro, devem ser controlados pelo Estado. Entregar o patrimônio à especulação do capital é uma irresponsabilidade de uma gestão que não tem compromisso o povo. Não vamos admitir!”, disse.

WhatsApp Image 2018-02-08 at 10.21.11O Sindicato dos Urbanitários alertou que “nenhum empresário irá investir seu dinheiro onde não terá retorno financeiro, pois essa é a lógica do capitalismo, apenas o lucro. A gestão de setores como água e energia precisa ficar sob o controle público, pois são estratégicos para o crescimento do país, para sua segurança institucional e, sobretudo, fundamental para a garantia de que as populações mais pobres tenham acesso a estes serviços essenciais à vida humana. Caso haja privatização, como ocorreu em outros países, fatalmente haverá aumento das tarifas, levando os mais pobres a não ter condições de garantir esses serviços em suas residências. A expectativa é que os acionistas decidam pela manutenção destas empresas sob o controle do Estado, garantindo assim a manutenção da tarifa social e a universalização deste serviço para toda a população.

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