9 de agosto de 2018

Movimento Unificado volta à Câmara para evitar aprovação de mensagem do prefeito

Após a divulgação da decisão da justiça que decretou a legalidade da greve do Movimento Unificado dos Servidores Municipais de Maceió, as/os servidoras/es lotaram a Câmara de Vereadores de Maceió para cobrar respostas sobre a intermediação com o Prefeito Rui Palmeira, na expectativa de um avanço na proposta de reajuste para as categorias, que estão há 1 ano e 8 meses sem reajuste. A atividade de greve aconteceu na tarde desta quarta-feira (08), durante a sessão ordinária.

A reunião foi frustrante para o Movimento Unificado. Ao invés de uma reunião das lideranças com os parlamentares, onde os servidores apresentariam os números do município provando que é possível avançar na proposta, os vereadores chegaram com uma resposta pronta, fechada, sem avanço. Apenas repassaram o resultado do diálogo com o prefeito, que foi inflexível e não avançou nada sobre a proposta de 3% parcelados, sem retroativo a janeiro (database), que já foi rejeitada pelas categorias. Com a mensagem do prefeito para ser votada, os servidores pediram um novo esforço para a abertura do canal de negociação, e que a mensagem fosse retirada da pauta até a próxima semana, quando será realizada uma assembleia unificada para discutir os encaminhamentos da categoria.

Consuelo Correia, presidenta do Sinteal, falou sobre a situação precária da educação no município de Maceió. “Se as escolas estão fechadas, não é só por causa da greve. É porque faltam servidores. Temos os nossos direitos, e estamos reivindicando o que é legítimo, mas a proposta da prefeitura só faz acirrar os ânimos. Todos os serviços municipais foram reajustados, menos o nosso salário”, desabafou.

As lideranças destacaram que apesar da tentativa da gestão de criminalizar o movimento, a justiça decretou a greve legal. Ao final da reunião, os vereadores se comprometeram a fazer mais uma tentativa de “sensibilizar” o prefeito, e aguardar a assembleia dos servidores (marcada para a próxima terça-feira, 14, a partir das 13h no Clube Fênix Alagoana), até colocar o tema em discussão em sessão do plenário. “Faremos a assembleia no início da tarde, e seguiremos em caminhada para a Câmara, em mobilização permanente”, concluiu Consuelo.

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