História da APA - APAL - SINTEAL

APPA - Associação dos Professores Primários de Alagoas Fundada em 15 de maio de 1965

No dia 15 de maio de 1965 foi criada a Associação dos Professores Primários de Alagoas (APPA), tendo como finalidade salvaguardar os direitos e deveres do Professor Primário, uni-lo, fortalecê-lo, elevá-lo para que atingisse (sic) o seu objetivo.

Esta semente foi cultivada para o engrandecimento e também para atender às necessidades de organização da classe. A Associação dos Professores Primários de Alagoas, sociedade civil, foi reconhecida de ´Utilidade Pública´ pela Lei n° 2921 de 05 de setembro de 1968, conforme escritura pública de doação.

Esta semente foi cultivada para o engrandecimento e também para atender às necessidades de organização da classe. A Associação dos Professores Primários de Alagoas, sociedade civil, foi reconhecida de ´Utilidade Pública´ pela Lei n° 2921 de 05 de setembro de 1968, conforme escritura pública de doação.

O prédio onde foi instalada a mencionada Associação foi então doado pelo governador Lamenha Filho, num gesto de reconhecido ´mérito´ para com os mestres alagoanos.

A Associação da classe ficou situada à Avenida Major Cícero de Góes Monteiro, 2359, Mutange, Maceió/Alagoas. Nesta época, a Associação era uma extensão da Secretaria da Educação.

Criada a Associação, sua primeira diretoria esteve assim constituída:

Presidente: Maria José Casado Marinho
1ª Vice-presidente: Norma Japyassu Guerra
2ª Vice-presidente: Socorro Cavalcante
1ª Secretária: Lenilda Oliveira Graça
1ª Tesoureira: Dione Moura da Salete Pereira
2ª Tesoureira: Berenice Torres Barbosa


O ato de posse foi presidido pelo Sr. Secretário de Educação e Cultura, Dr. Deraldo Campos. No encontro, os diretores agradeceram ao Governador Lamenha Filho a doação da ´Casa do Professor´, ao mesmo tempo que reivindicaram melhores salários para a categoria e passaram uma ´procuração´ simbólica para o Governador, intitulando-o de ´Advogado Honoris Causa´ da classe.

Quanto aos planos de luta da Associação, reivindicava-se na época a aposentadoria aos 25 anos, convênios, abatimento em 50% nos preços dos coletivos e melhores salários.

No final de 1966, termina a gestão de Maria José Casado Marinho. Ela então prepara a Associação para uma nova eleição, que foi realizada no auditório do Jardim Infantil Osmar de Góes Monteiro, situado à rua Pedro Monteiro, centro de Maceió.

Participaram dessa eleição todos os representantes dos diversos grupos escolares que compunham o Conselho Geral da Associação. Duas chapas concorreram, uma delas encabeçada pela professora Maria José Casado, que declarou não ter interesse em uma possível reeleição. A chapa adversária, encabeçada por Nadir de Souza Barbosa afinal saiu vitoriosa, e pronta a cumprir um mandato de 02 anos à frente da APAL (período 1966/68).

A professora Nadir Barbosa, eleita presidente da APPA, recebeu o título de ´Professora do Ano´ por desenvolver intensa atividade por todo o Estado de Alagoas em benefício do Magistério Primário.

Neste período de gestão, foi conquistado o abatimento em 50% nos ônibus e se travou uma renhida luta para que a aposentadoria ficasse compreendida aos 25 anos de trabalho.

Ainda em sua gestão foi inaugurada a ´Casa do Professor´, para acolher os professores vindos do interior do Estado, realizar encontros pedagógicos, estabelecer a união da classe e fortalecer assim seus projetos.

A presidente Nadir Barbosa, na festa de inauguração, manifestou seu contentamento em relação à ´Casa do Professor Primário´, afirmando que o ato do Governador Lamenha Filho significava uma ´Escritura Assinada´.

Concluída sua gestão, a presidente se disse ´feliz com todo o resultado obtido´.

No dia 09 de abril de 1969, uma quarta-feira, solenidade realizada no auditório do Colégio São José, reconduziu, por unanimidade de votos, a profª. Nadir Barbosa ao cargo antes ocupado. O restante da diretoria eleita ficou assim definido:

1ª Vice-presidente: Norma Pimental
2ª Vice-presidente: Dulcinéia Bibiano
1ª Secretária: Helena Santos
2ª Secretária: Lourdes Silva
1ª Tesoureira: Celeste de Oliveira (titular)
2ª Tesoureira: Avany (suplente)


O ato de eleição e posse contou com a presença de Conselheiros e representantes de todas as unidades escolares.

A ´Casa do Professor Primário´ do Estado de Alagoas abriu suas portas para receber seus primeiros hóspedes no dia 16 de abril de 1969. Eram professores vindos do interior do Estado objetivando fazer cursos de aperfeiçoamento para Diretor de Escolas Primárias em Maceió.

A professora Nadir de Souza Barbosa reuniu a Associação no Colégio Estadual de Alagoas para tratar dos problemas relacionados à aquisição de ´casa própria´ para professores primários, de telefones e também passes de ônibus da Transpal.

Com relação às casas, ficou acertada a construção de um Núcleo Residencial com 120 apartamentos, localizado no Farol, e para e em relação ao telefones ficou a aquisição marcada para o início do mês de abril do ano de 1967, ou seja, na 1ª gestão de Nadir Barbosa.

A APPA também criou o Núcleo Regional de Ensino, na cidade de Penedo, o qual era representado pela professora Maria Pureza Torres.

Nadir Barbosa foi ´destaque nacional´ ao ser eleita vice-presidente da Confederação dos Professores Primários do Brasil. Viajou, então, ao Rio de Janeiro para participar de encontro promovido pela Confederação, objetivando consolidar o assunto ´aposentadoria aos 25 anos de trabalho´, além de assuntos atinentes à unificação salarial.

Em 20 de março de 1971, Nadir Barbosa à frente da APPA, atingiu uma de suas metas mais importantes ao entregar 90 apartamentos aos associados mais antigos da Associação. Os apartamentos, situados no Jardim Acácia, bairro do Pinheiro, foram financiados pela Companhia de Habitação Popular de Alagoas, em convênio com a APPA.

Coube ao então Governador de Alagoas, Sr. Afrânio Lages, a entrega das chaves aos escolhidos. À solenidade, também estiveram presentes o Sr. Luiz Renato de Paiva Lima (presidente da COHAB) e o Chefe do Gabinete Militar, Cel. Edson Gomes da Silva.

No dia 11 de setembro de 1971, instala-se em Maceió, a II Reunião Ordinária dos Conselhos Administrativos e de Delegados da Confederação Nacional dos Professores Primários do Brasil. O encontro foi considerado de grande relevância para o ensino primário brasileiro e contou com o apoio integral do Governador Afrânio Lages e do Secretário de Educação e Cultura, Luiz Sávio.

O assunto em pauta no encontro foi a programação do X Congresso Nacional de Professores a ser realizado em Salvador, no período de 18 a 24 de janeiro de 1972. Tema do evento: ´A Reforma da Educação - Ensino de 1° Grau´.

Participaram da reunião preparatória as seguintes pessoas: Tereza Noronha Carvalho e Valderez Souza Bezerra (Rio Grande do Sul), Irene Margarida Springer e Maria Luíza (Paraná), Inalda Franco Layton e Ivone Leite (Mato Grosso), Hidelbrando Lima (Bahia) e Nadir Barbosa (Alagoas).

Neste encontro, a professora Nadir Barbosa foi reeleita vice-presidente da Confederação dos Professores Primários do Brasil, um justo reconhecimento por seu trabalho.

Já no dia 22 de outubro de 1972, a professora Nadir Barbosa representava, juntamente com a colega Tereza de Noronha, o Brasil na 21ª Reunião Internacional de Professores Primários, em Caracas, na Venezuela. O encontro foi promovido pela Confederação Mundial de Professores Primários, sediada nos EUA.

Tereza de Noronha, presidente da Confederação Brasileira de Professores Primários, levou na bagagem vários assuntos para serem debatidos nas reuniões, todos de grande interesse para a classe no Brasil, e principalmente em Alagoas.

APAL - Associação dos Professores de Alagoas

Gestões Dulcinéia da Costa Bibiano: 1972 a 1974

No final de 1972, Nadir Barbosa encerra suas gestões. A Associação entra em novo processo eleitoral. Concorre à presidência a professora Dulcinéia Bibiano.

Com a reformulação do Estatuto da entidade, em 1972 o quadro social foi ampliado aos professores de 1° e 2° graus do Estado, e a entidade recebe, então, a denominação que irá ser conservada até o ano de 1984, qual seja, Associação dos Professores de Alagoas (APAL).

Desde a sua fundação até 1977 a Associação dos Professores de Alagoas, como todas outras entidades de classe do País, viveu um estágio de não-participação que pareceu interminável. Mesmo com algumas reivindicações de caráter político desencadeadas à época, como a luta pela aposentadoria aos 25 anos de trabalho e a campanha para que a ´Casa do Professor´ não fosse vendida ao Salgema, o momento era de repressão, e o Magistério, principalmente, sofreu o peso do autoritarismo e da violência que pairava sobre a sociedade.

O papel da entidade era essencialmente assistencialista e o que caracterizava a classe era o imobilismo e, consequentemente, o desconhecimento das medidas que estavam sendo tomadas ´em seu nome e que eram para o seu futuro´, tais como:

- elaboração do Estatuto do Magistério de 1° e 2° graus;
- reformulação do Regimento Interno da Casa do Professor, e
- Criação do jornal de classe ´O Mestre´.

A partir de 1977, com a lei governamental que exclui o Magistério alagoano da equiparação salarial, a história da APAL ganhou novos rumos. Foi a gota d´água que fez transbordar a paciência do professor alagoano e que culminou com a entrada na Justiça de um processo contra o Governo do Estado. Pela primeira vez a ´Casa do Professor´ ficou lotada, com todos os participantes mobilizados na luta por salários dignos e justos.

A entidade tornou-se um ´quartel-general´ com professores corajosos e competentes que comandaram a luta pelo desatrelamento da Entidade, através do fortalecimento da organização da classe. Era preciso transformar a APAL, na verdadeira ´Casa do Professor´, e o primeiro passo seria eleger uma diretoria que representasse os legítimos interesse da classe.

Em 12 de dezembro de 1980, Dulcinéia Bibiano encerra sua gestão. Eis a diretoria que contribuiu nas lutas da Associação. Dulcinéia da Costa Bibiano - Presidente; Norma de Almeida Albuquerque - Vice-presidente; Maria José de Almeida Porto - 1ª Vice-presidente; Vandete Gomes de Castro - 1ª Tesoureira; Ivone Moura da Graça - 2ª Tesoureira; Sônia Sant´Ana - 1ª Secretária; Helena Santos - 2ª Secretária; Magali Bezerra - 1ª Oradora e Ivonete - 2ª Oradora.

Gestão Maria Dione Moura de Souza: 1980 a 09/11/1983

Em novembro de 1980 a Associação estava se preparando para novas eleições. Duas chapas concorriam: ´Renovação´ e ´Valorização´. Foi uma luta desigual e a maioria do professorado, igualmente à maioria da sociedade brasileira, acostumada com os chamados representantes ´biônicos´, temeu a repressão. A chapa ´Valorização´, encabeçada pela professora Maria Dione Moura de Souza, derrotou sua concorrente, a chapa ´Renovação´, que tinha como candidato a presidente o professor Élcio de Gusmão Verçosa.

No dia 22 de dezembro de 1980 toma posse a nova diretoria, assim constituída:

Presidente: Maria Dione Moura
Vice-presidente: Laerte Baracho
Secretária: Lúcia Maria Lemos Rego
Tesoureira: Albertina Laurentino de Argolo
Conselho Administrativo: Lúcia Regueira Lucena, Maria Marli Oliveira, Tito Cavalcante de Alencar, Abaeté Bertoldo Viveiro e Marianise Bento da Silva.
Conselho Fiscal: Maria Vitória Viana Santos, Djanira Santos Silva e Eraldo Bispo de Oliveira.

Na solenidade de posse, a ex-presidente Dulcinéia da Costa Bibiano fez uma breve avaliação sobre seus 08 anos como presidente da Associação, suas realizações, enfatizando a ´lisura, a honestidade e o equilíbrio´.

Gestão Tito Cavalcante Alencar (Presidente Substituto): 1983/1984

No dia 09 de novembro de 1983, por motivo de afastamento, a presidente da APAL, professora Maria Dione Moura passou o cargo para o professor Tito Cavalcante de Alencar, então seu vice-presidente, de conformidade com o artigo 15 letra ´a´, do Estatuto da entidade (´compete substituição do presidente em suas faltas e impedimentos´).

Dione foi afastada devido a sua pouca atuação e falta de credibilidade nas ações da diretoria, negando-se a comparecer a qualquer assembléia-geral, e, junto com outros diretores, se dizem ´desmotivados´, não se preocupando mais com a APAL.

Gestão: Maria Alba Correia da Silva

No dia 22 de novembro de 1984 estavámos construindo uma nova APAL, vivendo um momento singular em nossa história. Concorre a eleição da entidade a professora Alba Correia da Silva, com a proposta de mudar radicalmente os rumos até agora tomados. A chapa denomina-se ´Unidade e Renovação´ e disputa a eleição com a chapa ´Independência e Trabalho´, encabeçada por José Wanderley Neto, que foi derrotada.

A vitória de Alba Correia foi significativa para o Magistério, se tormarmos em conta o momento vivido e o vivo interesse de dar rumos mais progressistas e efetivos em relação ao que a nova diretoria eleita e toda a classe desejam imprimir em relação à ação político-sindical-social.

Alba queria uma APAL viva, dinâmica e atuante, que congregasse a classe, trazendo a APAL para junto do professorado. Esta uma das principais metas ´políticas´ apreendidas.

Neste sentido, foi desenvolvida uma intensa campanha de filiação, a eleição de representantes de escolas, criadas as subsedes regionais (cinco ao todo: em Maceió, Penedo, São Miguel dos Campos, Arapiraca e Santana do Ipanema), e promovidos encontros, seminários e vários cursos, tudo isso culminado coma realização do III Congresso Estadual da classe, no mês de setembro de 1984.

A diretoria era assim constituída: Maria Alba Correia da Silva: Presidente; Adaílton de França Reis: Vice-presidente; Albertina Laurentino de Argolo: Secretaria-Geral; José Rildo Moura: Tesoureiro; Maria Fany Canuto: Sec. Política Educacional; Milton Canuto de Almeida: Sec. De Relações Internacionais; Almir: Sec. de Imprensa, além dos diretores Joaquim Silva Santos e Maria José Rego de Melo.

Esta nova diretoria buscava organizar os trabalhadores para lutar mais efetivamente por seus direitos salariais, trabalhistas e sociais. A Campanha de Reconstrução da APAL já estava em evidência a partir de algumas questões efetivas, como por exemplo: a crescente participação das Comissões de Estudos e de Trabalho, a campanha de filiações nas escolas, a eleição dos representantes da APAL nas escolas, uma série de reuniões de professores para discutir assuntos ligados a área educacional, entre outras.

O jornal ´O Mestre´, a partir desta data, começa a abrir um importante e necessário espaço para as discussões sobre aposentadoria, equiparação salarial do aposentado, perda de vantagens e proventos, aposentadoria dos especialistas e também em relação à luta pela aposentadoria especial.

No dia 22 de novembro de 1988, no auditório da Secretaria de Educação e Desportos de Alagoas, realizou-se a assembléia objetivando a criação do Sindicato dos Trabalhadores da Educação (SINTEAL). Os trabalhos foram dirigidos pela professora Maria Alba Correia da Silva, membro da Comissão Pró-criação do referido Sindicato, indicada que foi pelo Fórum das Entidades do Magistério Alagoano.

Será o SINTEAL uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos, com duração de tempo indeterminada e tem como base territorial o Estado de Alagoas. Congregará os trabalhadores em educação das redes estadual e municipal de 1° e 2° graus.

Proclamada a fundação do Sindicato, delibera-se que a Comissão Diretora Provisória terá o compromisso de preparar o primeiro Congresso do SINTEAL para a aprovação de seu Estatuto Social e a eleição de sua primeira diretoria.

A Diretoria Provisória teve duração de 06 meses (2 de novembro de 1988 a maio de 1991) e assim era composta: Presidente: Maria Alba Correia da Silva; Secretaria-geral: Iraílde Correia de Souza Oliveira; Tesouraria: Milton Canuto da Silva, além dos outros seguintes diretores: Albertina Laurentino de Argolo, Antonio Passos Lima Filho, Esmeralda Moura, Jarede Viana de Oliveira, Maria José Pereira Viana, Maria Betânia Toledo Costa, Nadir Ataíde Paes e Evógrio de Albuquerque Moreno.

Nos dias 23 e 24 de maio de 1989, no Centro de Desportos e Recreação Antônio Gomes de Barros, foi realizada a plenária do Congresso Unitário dos Trabalhadores da Educação de Alagoas. As entidades foram convocadas conforme o seguinte Edital: ´SINTEAL, APAL, OEAL, ASEAL, ADEAL, ASSEDUC e APEFEAL assumem o SINDICATO - SINTEAL, com o caráter de sucessor natural do quadro social, patrimônio, contas e todas as pendências destas entidades´.

SINTEAL - Sindicato dos Trabalhadores de Educação de Alagoas Gestão Milton Canuto: 1991 a 1994

Passados seis meses da Diretoria Provisória, aconteciam as discussões para a preparação das eleições, que se consumava exatamente no dia 29 de maio de 1991, tendo como local o ginásio esportivo do Centro Educacional Antônio Gomes de Barros, em Maceió/Al.

A presidente da Comissão Eleitoral, Profª Marlene Freitas, abriu os trabalhos registrando a inscrição de duas chapas concorrentes: ´Unidade Classista´ e ´Outros Caminhos´. A Chapa ´Unidade Classista´ ganhou por uma diferença de 809 votos.

A Comissão Eleitoral deu posse à nova diretoria, que ficou assim constituída: Milton Canuto de Almeida: Presidente; Maria do Socorro Aguiar de Oliveira: Vice-presidente; Iêda Brito da Silva: Secretaria-geral; Tereza Márcia Monteiro: 1ª Secretaria; Jadson Rufino dos Santos: Tesoureiro; Ilda Duarte: Suplente; Vânia Galdino da Silva: Assuntos Educacionais; Carmem Lúcia Azevedo Martins: Suplente; Lenilda Aureliano Lima: Assuntos Intersindicais; Mário César Fontes: Suplente; Maria Ivone Santos Oliveira: Formação Sindical; Rosineide Mendonça: Suplente; Maria Júlia Tavares: Patrimônio; Marlene Alves: Suplente; José Pereira de Gusmão: Diretor Social; Lielba França bandeira: Suplente; Aguinaldo Teixeira Júnior: Jurídico; José Ednor de Almeida: Suplente. Míriam da Silva Oliveira: Imprensa; Cláudio Vilarins: Suplente, Antônio Leal Rocha: Assuntos Municipais, e Afonso Souza Cândido: Suplente.

A chapa ´Unidade Classista´, liderada pelo professor Milton Canuto, somou sua experiência com alguns companheiros de lutas anteriores, aliando a isso a garra e a vitalidade de muitas novas lideranças oriundas de diferentes regiões do Estado.

Continua, assim, a luta iniciada em 1984, quando a professora Alba Correia e demais companheiros derrotaram inapelavelmente a chapa situacionista, em eleição direta e secreta, para comandar a APAL, que até hoje tem sido a norteadora combativa quando se trata de defender os legítimos interesses dos trabalhadores da educação.

Um dos principais objetivos da nova diretoria foi honrar a dignidade profissional da categoria, lutando para garantir condições satisfatórias de trabalho e salário para o professor e demais trabalhadores da área educacional.

Muitas lutas aconteceram no decorrer da gestão do companheiro Milton Canuto. Exemplos não faltam: greves, lutas pela isonomia (como manda a Constituição), contra a falência do ensino em Alagoas, conflitos com a repressão policial, seminários para discutir a Lei de Diretrizes e Bases, entre tantos outros.

Concluída a gestão, podemos afirmar sem nenhuma margem de erro que, por ter sido uma das mais difíceis de toda a história dos trabalhadores em educação de Alagoas, foi uma das mais proveitosas em relação às conquistas obtidas.

A educação sempre foi tratada em último plano pelos Governos estaduais. No mandato de Geraldo Bulhões, o quadro se agravou de tal modo que o ano letivo praticamente inexistiu. O SINTEAL e a categoria, quando da posse do Governador eleito Divaldo Suruagy, esperavam mais diálogo objetivando a solução dos inúmeros problemas existentes, na tentativa de recuperar a Educação. O que se viu, para o pasmo de todos, foi uma piora ainda maior, tendo como exemplo maior o não pagamento de um mês que fosse das consignações da entidade, numa tentativa tacanha e antidemocrática de querer barrar, pelo importantíssimo lado financeiro, a luta de resistência do SINTEAL. Não lograram êxito.

Mas, algumas conquistas dessa época foram bastante significativas para os trabalhadores em educação: a consolidação definitiva do Estatuto do Magistério e a jornada de trabalho de 50 por cento para atividades pedagógicas. Outra conquista importante, esta ´plantada´ nas mentes e nos corações de todos foi a nossa força de vontade e disposição para chegar ao final do mandato em condições de lutar sem trégua por nossos direitos.

Gestão Milton Canuto de Almeida: 1994 a 1997

No dia 30 de maio de 1994, a Comissão Eleitoral presidida por Marlene Freitas proclamou o resultado da eleição para o SINTEAL. Apenas uma chapa concorreu, a ´Unidade Classista´, obtendo 6.770 votos válidos. Dada a posse da diretoria eleita (Gestão 1994/1997), o objetivo principal era apenas um só: de todas as maneiras, manter o compromisso de comandar da melhor maneira possível o SINTEAL.

O Professor Milton Canuto, reeleito, põe em prática os compromissos assumidos perante a categoria. Arregaça as mangas na luta de enfrentamento com o Governo Geraldo Bulhões, que mostrava compromisso nenhum ter com a área educacional.

Para se ter uma idéia da situação naquele período da história contemporânea de Alagoas, o Governador Bulhões e seus deputados acabaram com qualquer projeto de educação ao desviar os 25% constitucionais destinados à área, que muito contribui para uma grande evasão escolar (60%). Além disso, perseguiu e discriminou todos os trabalhadores da educação, chegando ao cúmulo de adotar como ´piso salarial´ a miserável quantia de R$ 27,00. E tem mais: 200 mil crianças fora da escola, cessão irresponsável de prédios públicos e evasão profissional.

A todos esses descalabros, soube o SINTEAL, dentro da medida do possível, responder e empenhar sua mais ferrenha oposição.

GOVERNO SURUAGY

A situação se agrava a partir da instalação de um novo Governo de Divaldo Suruagy. Penúria e desespero foi a tônica em relação aos funcionários públicos e seus familiares. Nossa categoria foi uma das mais penalizadas, chegando a penar com nove meses sem a aplicação de reajuste salarial, buscando um nivelamento por baixo sem precedentes na nossa história.

O Governo do Estado não buscava atender os mínimos direitos da categoria. O ano de 1995 seguia seu ´destino´ de ser o chamado ´ano que não terminou´ para alunos, professores e demais trabalhadores da educação.

Ora, não suportando mais tanto arrocho salarial, tanto descaso em relação às áreas da Educação, Saúde e Segurança, tantos discursos vazios e mentirosos, e chocados pelos suicídios de famílias inteiras, os trabalhadores alagoanos, representado pelo Movimento Unificado dos Servidores - do qual participam na linha-de-frente os companheiros do SINTEAL Milton Canuto e Lenilda Lima -, ocupa o Palácio dos Martírios em 08 de maio de 1997, para apresentar uma lista de reivindicações ao governador.

À atitude democrática dos líderes trabalhadores, o Governador Suruagy responde com sua velha e conhecida prepotência. Deixa a mesa de negociação, pede ao seu Vice Manoel Gomes de Barros para continuar a conversação, mas este também segue o mesmo ´ritual´ de seu chefe, foge para uma sala qualquer do Palácio, e os trabalhadores recebem, então, literalmente na pele a ação dos cassetetes democráticos da Tropa de Choque do Governador. Vários companheiros saem feridos - um deles perde quatro dedos de uma das mãos e a professora e dirigente do SINTEAL Lenilda Lima é violentamente agredida na cabeça.

O fato, além de extrapolar as fronteiras estaduais, ganha repercussão principalmente entre a população massacrada pelo Governo Suruagy/Mano. A luta de resistência dos Trabalhadores e do povo alagoano em geral ganha corpo, organização e força.

No dia 24 de maio, acontece a ocupação da Assembléia Legislativa por 15 dias, feita pelo Movimento em Defesa de Alagoas (constituído por diversos setores da sociedade civil organizada, sem-teto, sem-terra, entre outros). No período, caravanas viajaram para as maiores cidades do interior do estado para promover um plebiscito sobre a saída ou não do Governador e de seu Vice. A votação da população foi esmagadora e contundente: FORA SURUAGY e MANO!

O marco final dessa luta de resistência e de denúncia contra um dos piores - senão o pior - Governos jamais vistos em Alagoas, aconteceu no inesquecível dia 17 de julho, quando, marchando em direção à Assembléia Legislativa, milhares de trabalhadores (professores, médicos, policiais civis e militares, desempregados, sem-teto e sem-terra, donas de casa, estudantes etc) foram exigir dos deputados estaduais a saída imediata daqueles que continuavam com a nefasta política de benefício próprio e de seus apaniguados, em detrimento do crescimento do Estado e do bem-estar de sua população.

Cercada por tropas do Exército, a Assembléia virou uma verdadeira ´praça de guerra´, com tiros sendo disparados a esmo, atropelos, gritos de protesto e desespero, muito medo dentro do prédio, protagonizados pela maioria de deputados governistas que, mesmo armados até os dentes e com seguranças também armados, sentiam medo com a força do povo mostrada lá fora.

Longe do tumulto, como longe ficou sempre que o assunto era o progresso de Alagoas e de sua população, o Governador Suruagy relutava em deixar o cargo. Por fim, após várias gestões de deputados amigos, ele resolve enviar carta pedindo ´afastamento temporário´ do cargo. A artimanha, nos dias seguintes, devido a contínua e crescente manifestação de repúdio da população, resulta não lograr êxito. Suruagy sofre ´impeachment´, Mano assume para continuar com a mesma política de seu titular, estoura de vez o escândalo da Letras do Tesouro, e, ainda hoje, os alagoanos pedem a punição legal para os envolvidos na tramóia.

Gestão Lenilda Aureliano Lima: 1997/2000

Encerrada mais uma combativa gestão de Milton Canuto, o SINTEAL inicia mais uma caminhada objetivando a concretização do Projeto ´SINTEAL 2000´. A nova diretoria da entidade - chapa ´Resistir e Lutar´ - toma posse no Clube dos Oficiais da Polícia Militar, em 12 de setembro de 1997.

A diretoria eleita e empossada reafirma o compromisso de bem servir o SINTEAL, cumprindo os deveres inerentes, e tudo fazer para o soergüimento da entidade, estimulando a organização da classe e outros compromissos de cidadania, sempre tentando corresponder a confiança em nós depositada.

A professora Lenilda Lima assumiu a presidência para o triênio 1997/2000. Em sua avaliação da situação educacional nos últimos anos, fica claro a preocupação em reverter um quadro que é dos mais graves já vividos em Alagoas.

Numa situação de Educação em estado de caos absoluto, com o mais alto índice de analfabetismo do País, a entidade fez um projeto para a educação onde toda a prioridade e competência ficam com o Estado e os Municípios.

Para enfrentar esta crise, necessário se faz intervir em nível institucional junto aos Governos estadual e municipal, bem como com a sociedade em geral.

Enfrentamos, como já dito reiteradamente, uma das maiores crises no Governo Suruagy/Mano, com salários atrasados e demissões em massa a partir do famigerado Plano de Demissão Voluntária (PDV) - uma dos artifícios da política neoliberal de FHC. Em Alagoas, tal ´plano´ foi feito ´na marra´, sem critérios específicos, e levou ao desmantelamento de toda a rede pública - a Educação principalmente.

Em frente a esta realidade, nossa luta precisa ser mais obstinada ainda. Com organização e coerência. Buscando salvaguardar o emprego, denunciando as famigeradas e inócuas ´contratações emergenciais´, lutando por concurso público e por um Plano de Carreira que valorize todo e qualquer profissional da Educação.

O SINTEAL está na linha-de-frente em defesa da Educação Pública de qualidade. Em 05 de outubro, quando da ´Marcha pela Educação´, estávamos mais uma vez nas ruas denunciando a grave situação por que passa a área educacional. Gritando palavras de ordem, exigindo soluções definitivas para os nossos graves problemas, conclamando a população a entrar nessa gloriosa luta.

São ´bandeiras de luta´ que carregamos aonde estejamos: Gestão Democrática e Participativa, Defesa da Escola Pública Gratuita e Democrática, Eleição Direta para Diretores, Aplicação dos 25% Constitucionais na Educação, Implementação do Plano de Carreira, Piso Salarial Profissional, Realização de Concurso Público etc.

Em 02 de maio de 1998 os trabalhadores da educação das redes estadual e municipal participaram com muita garra e disposição da ´Marcha pela Educação e Trabalho - Construindo a Cidadania´.

São passos importantes e vitoriosos da categoria e do SINTEAL. Desde novembro/97 e principalmente no 1° semestre/98 estamos na luta para ´arrancar´ o Plano de Cargo e Carreira. Uma grande vitória a ser sempre lembrada é a aprovação do enquadramento imediato dos servidores.

Outra coisa: com muito esforço financeiro o SINTEAL lançou a Campanha Salarial Educacional cujos temas são: ´Salário de Fome!´ e ´A Escola Pública Acaba! - Essa Lição o Governo Precisa Aprender´.

O SINTEAL colocou nos meios de comunicação para todo o Estado, e também instalou grandes painéis por todas as grandes cidades alagoanas, além de chamadas em rádios e entrevistas em jornais de grande circulação. Foram também confeccionados 10 mil cartazes e 10 mil ´praguinhas´.

O SINTEAL está de olhos abertos, totalmente vigilante em relação aos problemas da Municipalização da Educação, que transfere a responsabilidade antes do Governo Federal para os Municípios. Nossa presidente Lenilda Lima deixa sempre bem claro que por trás de tal projeto municipalizante está o chamado FUNDEF.

Entendemos que uma das saídas para evitar o estrangulamento da Educação é a aplicação integral (ou mais, se puder!) dos 25% constitucionais.

No dia 28 de abril, no Dia Nacional em Defesa da Educação, o SINTEAL instalou mesas de coleta de assinaturas em favor do Plano Nacional de Educação (PNE).

Assim sendo, é com muito esforço que vamos levando nossa luta por melhores dias para a nossa categoria. Não temendo ameaças porque a nossa união enfrenta tudo. Todavia, compreendemos que muitos dos nossos estão afastados do palco das lutas, talvez desesperançados pela ´politicalha´ que enoja a história contemporânea brasileira. Isso não serve, porém, de desculpas, pois é preciso criar consciência para o importante momento que vivenciamos.

A luta continua. Não podemos parar, pois a caminhada é longa e árdua. Temos que resistir e ganhar cada vez mais nosso espaço. Precisamos e precisaremos cada vez mais e sempre de muita ´Unidade´ e ´Organização´.

O ano de 2001 foi marcado por lutas históricas da nossa categoria. E vitórias num momento em que a maioria dos governos brasileiros - em níveis municipais, estadual e federal - seguem ou são obrigados a seguir as orientações recessivas do Fundo Monetário Internacional, o FMI, no sentido de acabar de vez com a educação pública brasileira.

Os índices educacionais brasileiros, no mínimo, podem ser chamados de vergonhosos: 17 milhões de analfabetos literais e 30 milhões de analfabetos funcionais (aqueles que não passaram de 04 anos de estudo); dois milhões e quinhentas mil crianças de 07 a 14 anos e seis milhões de adolescentes entre 14 e 18 anos que não freqüentavam a escola; 94% dos estudantes da escola pública não chegam à universidade.

No Nordeste, a média salarial dos professores era de absurdos R$ 136,00 (cento e trinta e seis reais). Destes professores, 6% nem haviam completado o antigo 1° e apenas 32% concluíram o curso superior.

O Brasil do ano de 2001 era o país com a maior taxa de analfabetismo entre a população com mais de 15 anos. São quase 14% de analfabetos brasileiros contra 8% (Colômbia), 7% (Venezuela), 4% (Chile) e 3% (Argentina, mesmo este país mergulhada numa crise sem precedentes).

Alagoas apareceu no Censo de 2002 - apresentado em 2001 - como o Estado com o pior índice de alfabetização do Brasil! Em nosso estado, 31,8% da população não sabe ler nem escrever. A média nacional, que já era altíssima, estava em 12,8% - estávamos, portanto, 20 pontos percentuais a mais!

São números assustadores e a nossa luta no ano de 2001 foi contra este quadro negativo, buscando o resgate da educação pública a partir dos 25% constitucionais (no mínimo), dos recursos da área. Não abdicamos também pela valorização profissional. Pela gestão democrática.

Dentre estas lutas destacamos a descentralização dos recursos da educação em Maceió (fruto de uma vigorosa e vitoriosa greve de apenas 08 dias), a também corajosa greve dos trabalhadores em educação em Arapiraca (enfrentando e vencendo a truculência da Prefeitura local), a realização e a participação nas marchas estaduais, além da construção de um processo cada vez maior de interação e integração dos trabalhadores em educação em nosso estado.

Nossas lutas no ano de 2001

- Greve dos trabalhadores em educação em Maceió (03 a 10/09)
- conquista de reajuste salarial e a histórica descentralização dos recursos da educação;
- Greve histórica em Arapiraca (julho e agosto), vencendo a truculência da Prefeitura municipal e a absurdos jurídicos impetrados contra o nosso movimento;
- Greve de 24 horas no município de Girau do Ponciano;
- Reinauguração do Velho Casarão ´Vila Amália´, no dia 12 de outubro. Um histórico resgate da nossa história de luta: da APA até o SINTEAL;
- Diversas atividades contra a desregulamentação da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT);
- Participação ativa nas manifestações contra o ´Apagão´ cometido pelo incompetente governo de FHC;
- Lutas em defesa de um sistema de Previdência Social verdadeiramente popular;
- Lançamento, no mês de maio, da Campanha Salarial Estadual;
- Construção da II Marcha Estadual em Defesa e Promoção da Educação Pública, realizada em 20 de setembro;
- Realização das vitoriosas e unificadoras Caravanas de Luta pelo interior de Alagoas: Arapiraca (18/8), Delmiro Gouveia (28/8), Santana do Ipanema (29/8), Pão de Açúcar (30/8), União dos Palmares (11/9) e Rio Largo (19/9);
- Participação efetiva na II Marcha Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública, em Brasília, dia 03 de outubro, com uma delegação composta de 300 pessoas;
- Participação efetiva na Marcha contra Corrupção, em Brasília, dia 27 de junho;
- Participação efetiva na Semana Internacional da Mulher, no período de 08 a 15 de março, dando apoio incondicional à luta das bravas companheiras em Maceió, em Alagoas, no Brasil e no mundo;
- Realização da Semana da Educação, de 02 a 06 de abril, com diversas atividades e distribuição de prêmios entre escolas do bairro do Jacintinho;
- Participação no Dia Nacional de Paralisação em Defesa da Educação (06 de abril);
- Realização do Seminário de Formação Político-Sindical para diretores do SINTEAL e representantes dos Núcleos Regionais, no período de 25 a 27 de julho;
- Criação e fortalecimento dos Núcleos Regionais do SINTEAL;
- Aquisição do imóvel que hoje abriga o Núcleo Regional de Arapiraca;
- Participação efetiva nos Conselhos Estadual e Municipal de Educação, do Fundef, da Merenda e da Ação Social;
- Participação efetiva na elaboração do Projeto FICAI;
- Participação na Comissão Eleitoral para diretores e diretores-adjuntos de escolas;
- Participação na Comissão de Avaliação de Desempenho (Estado e Municípios);
- Participação na ampla pesquisa nacional ´Retrato da Escola II´, junto com a Confederação nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e Universidade de Brasília (UnB);
- Participação efetiva na Sessão Pública sobre Previdência Social realizada na Assembléia Legislativa de Alagoas;
- Participação no ´Grito dos Excluídos´, em 07 de setembro.
- Participação, em Brasília, na Plenária Intercongressual (mês de julho).
Fundada em 15 de maio de 1965

No dia 15 de maio de 1965 foi criada a Associação dos Professores Primários de Alagoas (APPA), tendo como finalidade salvaguardar os direitos e deveres do Professor Primário, uni-lo, fortalecê-lo, elevá-lo para que atingisse (sic) o seu objetivo.

Esta semente foi cultivada para o engrandecimento e também para atender às necessidades de organização da classe. A Associação dos Professores Primários de Alagoas, sociedade civil, foi reconhecida de ´Utilidade Pública´ pela Lei n° 2921 de 05 de setembro de 1968, conforme escritura pública de doação.




 

 

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