21 de junho de 2012

Em assembleia geral, categoria diz não aos 6,5% de reajuste de fome do governo

Sinteal realiza assembleia geral e categoria diz “não” aos 6,5% reajuste do governo Evento debateu luta do piso e pelos planos de carreira estadual e em Maceió      Com muito boa participação da categoria (redes estadual e municipal de Maceió), o Sinteal realizou, na manhã/tarde de hoje uma concorrida assembleia geral, em sua sede no Mutange, onde a diretoria repassou informações sobre a luta pela aplicação do piso nacional do magistério e também pela luta de pressão e por negociação, com o governo do Estado para a construção de um plano de cargos e carreira unificado (magistério e profissionais da educação). Em nível municipal de Maceió, foram repassadas informações também sobre o PCC da categoria e sobre a luta em relação ao pagamento do difícil acesso (que está dependendo de decisão da Procuradoria Geral do Município).   A assembleia foi aberta com a mesa diretora temporariamente ocupada por membros da comissão eleitoral para que pudessem fazer a leitura do regimento eleitoral. Após a apreciação e aprovação do mesmo, a presidenta do Sinteal, professora Célia Capistrano, repassou os informes mais recentes da luta da categoria em nível estadual.   O “reajuste de fome” (de 6,5%) apresentado pelo Governo Estadual foi totalmente rechaçado pelas/os trabalhadoras/es, que não abrem mão da aplicação  do piso (a partir do percentual de 22,22%  atualizado pelo MEC). Foi informado à categoria que o Sinteal continua em negociação com a Secretaria de Estado da Gestão Pública (Segesp) para garantir a aplicação do piso e também da carreira, já que está aberta uma possibilidade de o governo concretizar positivamente estes dois “eixos” de luta da categoria.   A presidenta do Sinteal disse que o sindicato acredita que é possível ver concretizada essa luta do piso e carreira, porque já ficou constatado, nas análises e cálculos feitos pelo professor Milton Canuto de Almeida (mentor de um plano de cargos e carreira apresentado ao Executivo estadual), que existem condições financeiras e administrativas para tal. Presente na assembleia, quando fez uma longa e detalhada explicação sobre o PCC em gestação, o professor Milton Canuto informou que o plano está em fase de conclusão. Disse, ainda, que a 1ª minuta dele (plano) será apresentada ainda hoje (5ª feira 21). Canuto reafirmou à plenária que, “com certeza, o plano reformulará a carreira de todos os níveis e funções da educação, vertical e horizontalmente, e trará ganhos concretos para os trabalhadores e trabalhadoras da educação pública em Alagoas”. Polêmica das cadernetas compartilhadas A direção do Sinteal fez alerta à categoria sobre a prática das cadernetas compartilhadas por professores da rede estadual. O Sinteal já questionou SEE, que, por seu lado, tentou justificar a imposição da norma informando que, assim, um professor pode “cobrar” a outro a entrega e o preenchimento da mesma. Segundo a secretária de Formação do Sinteal, professora Girlene Lázaro, “o Sinteal é totalmente contrário a essa prática e já procurou a SEE para que seja revista essa polêmica e equivocada decisão. Que sejam ouvidos os professores que estão em sala de aula para buscar uma ideia melhor”. Segundo ela, a SEE já prometeu fazer essa reavaliação. “Arraiá do Sinteá” A presidenta do Sinteal convidou a categoria para participar de maus uma edição do “Arraiá do Sinteá”, que vai acontecer no próximo dia 28/06 (5ª feira), no Ginásio do SESI, no Trapiche da Barra, a partir das 22 horas, com a animação do Trio Gogó da Ema e de Fineza e Banda.