2 de junho de 2015

Sinteal participa de reunião com governador e realiza assembleia da rede estadual

Em plena campanha salarial, trabalhadoras/es da educação da rede estadual realizaram vigília na porta do palácio Zumbi dos Palmares nesta segunda-feira, 01, para acompanhar a audiência entre o Governo de Alagoas e o movimento sindical de servidora/es públicas/os estaduais, coordenados pela CUT. No final da tarde, a categoria da educação se reuniu em assembleia na sede do Sinteal para discutir os encaminhamentos. Além do Sinteal, estiveram na audiência representando a classe trabalhadora, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), e outros sindicatos cutistas. A gestão estava representada pelo Governador Renan Filho, acompanhado dos secretários de Gestão pública, Fazenda, educação e Gabinete Civil. Na ocasião, foram discutidas questões gerais de todos os servidores, como o reajuste salarial, a previdência própria, a situação da CASAL, entre outras. O Governador citou, mais uma vez, a Lei de Responsabilidade Fiscal, e em ações para sanear a máquina para depois avaliar o que pode ser proposto. A CUT e os sindicatos rebateram a informação sobre a questão do limite da LRF e destacaram que maio (mês da data base) acabou sem respostas do Governo. Consuelo Correia, presidenta do Sinteal, afirmou que o Governo não apresentou nenhuma proposta para o conjunto de servidoras/es públicas/os, causando uma grande indignação para trabalhadoras/es. “Vemos o descontentamento da categoria porque esperamos o mês de maio e não vimos o nosso reajuste salarial. E não justifica o Governo dizer que não tem ‘condições’ de dar reajuste. Como? Se a arrecadação de impostos no Estado vem aumentando?”, disse ela. Representantes da classe trabalhadora reclamaram ainda da forte repressão que estão sofrendo os movimentos sociais e sindical com a postura das forças policiais que estão agindo de forma autoritária durante os protestos. Renan prometeu discutir o assunto com a Polícia Militar. Ao final da reunião, o governador: Acatou a sugestão da CUT para a elaboração de um estudo técnico, em curto prazo, para definir um percentual de reajuste, e até o dia 10/06 apresentar proposta de reajuste em nova reunião com o governador; Criar outro grupo de trabalho para discutir a situação da previdência estadual; Prorrogar o prazo de validade do concurso, e examinar a possibilidade de mais flexibilidade na LRF para a chamada de concursados; Mais especificamente para a educação: Até quarta-feira (03/06), será marcada uma reunião com o Sinteal para discutir questões da educação quanto à aplicação do percentual do reajuste. O Movimento Sindical encaminhou um ato público com a realização de uma marcha antes da audiência com o governo, no dia 10/06, e caso não sejam apresentadas respostas positivas, deliberar pela Greve Geral. Até lá, todas as categorias devem manter a mobilização.

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