3 de agosto de 2016

Arapiraca sedia protestos no quarto dia de paralisação da educação

 

IMG_3391O Sinteal realizou, na manhã da última terça-feira (2), um grande ato público no centro de Arapiraca. Com participação de trabalhadoras/es da educação de vários municípios e um apoio massivo de estudantes, o protesto cobrou do Governo do Estado, valorização da educação pública e respeito à database das/os servidoras/es públicas/os estaduais.

Além da caravana que saiu de Maceió, o Sinteal organizou, através de seus núcleos regionais, grupos saindo de outros pontos do Estado, como Palmeira dos Índios e Penedo. Em Arapiraca, a mobilização incluiu, além da categoria, estudantes das escolas públicas. Animados e esbanjando criatividade, eles prepararam paródia musical, palavras de ordem, cartazes, instrumentos musicais e até caras pintadas para demonstrar apoio. “Educador é meu amigo, mexeu com ele mexeu comigo!”, diziam eles ainda na concentração, que aconteceu na praça da prefeitura. Uma representante da União Nacional dos Estudantes (UNE) esteve presente e declarou apoio à manifestação.

O grupo saiu em caminhada pelas ruas de Arapiraca, chamando atenção com as músicas e discursos, e distribuindo panfletos com a população Arapiraquense, de denúncia contra o péssimo tratamento do Governo do Estado com a Educação. Consuelo Correia, presidenta do Sinteal, criticava ao microfone. “Cadê a revolução da educação? Esse governo fica alardeando promessas, divulgando que está implantando ensino integral, que valoriza a educação, mas o que vemos é faz de conta! Faltam profissionais, os alunos tem condições precárias de ensino. Ainda por cima adota uma postura de ameaça à categoria, ao invés de dialogar e tratar a educação como prioridade”, disse a presidenta.

Mesmo com a rede parada desde o dia 28 de julho, o Governo continua sem apresentar propostas de reajuste. O reajuste que deveria ter sido implantado em maio, como prevê a database da categoria, não está sequer sendo sinalizado. A categoria tem tentado evitar atitudes extremas, como deflagrar uma greve, se mostrando disposta a negociar, mas o Governo insiste em ignorar o assunto, ou até mesmo faz declarações sensacionalistas na imprensa, tendo como estratégia de Governo ameaças à classe trabalhadora.

A paralisação de cinco dias, decidida em assembleia do dia 22 de julho na sede do Sinteal, se encerra nesta quarta-feira (03). Quando acontece uma nova assembleia geral para encaminhar a luta. “É lamentável que durante todo esse período, os gestores não tenham nos procurado para negociar nada. Mais uma demonstração do descaso e desrespeito com que ele tem nos tratado. A luta vai continuar! Vamos discutir hoje a forma de mobilização que adotaremos, mas sem dúvidas continuaremos enfrentando esse governo, na defesa de valorização profissional e educação pública de qualidade”, avaliou Consuelo Correia.