3 de agosto de 2016

Rede estadual decide manter “estado de greve” e de pressão ao governo

Sinteal e categoria demonstram indignação e disposição de luta na assembleia

IMG_3991Em assembleia geral onde a presença de trabalhadoras/es da rede pública estadual de educação, em campanha salarial, lotou as dependências do Espaço Cultural Profª Jarede Viana (sede do Sinteal), na manhã/tarde desta quarta-feira 03 de agosto, a categoria, demonstrou grande indignação em relação à postura do Governo do Estado em continuar não apresentando um índice de reajuste salarial, não atendendo aos outros pontos pendentes da pauta reivindicatória e insistindo em ameaçar e “criminalizar”a justa luta da educação, decidiu, por maioria, manter o “estado de greve” e de mobilização, e continuar pressionando democraticamente o Executivo estadual.

IMG_3987A assembleia de hoje fechou com sucesso os cinco dias de paralisação e luta definidos pela categoria no dia 22/08. As/os trabalhadoras/es, numa clara e efetiva demonstração de que a categoria manterá a mobilização e a disposição de luta para arrancar do governo estadual as reivindicações pendentes, lembrando, no caso do reajuste salarial, que a data-base da categoria é maio e já entramos no mês de agosto com o governo e a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) calados quanto às suas obrigações de gestores.

IMG_4059Segundo a presidente do Sinteal, Consuelo Correia, a decisão tomada pela categoria na assembleia geral de hoje demonstra que a luta da educação está no caminho certo. “Diante de informações dando conta que o secretário de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio deverá se reunir com a CUT, Sinteal e demais lideranças dos sindicatos de servidores e servidoras estaduais, ainda esta semana, para discutir o reajuste das categorias em luta. O Sinteal entende ser necessário aguardar esta audiência, mas, ao mesmo tempo, manter o estado de greve, com mobilização e pressão sobre o governo”. A presidenta do Sinteal destacou o sucesso das atividades dos dias de paralisação e parabenizou a participação das/os companheiras/os do interior do estado, “que precisa ser seguida pela categoria em Maceió”.

Consuelo afirmou que o Sinteal construirá junto com as/os trabalhadoras/es em educação a participação, em Alagoas, da mobilização do Dia Nacional de Mobilização e Luta pelo Emprego e Garantia de Direitos, que acontecerá no próximo dia 16 de agosto, organizado por diversas centrais sindicais, entre elas a Central Única dos Trabalhadores – CUT.

“Precisamos, através do Sinteal, buscar um diálogo aberto e direto com as direções das escolas para mostrar que a postura de atendimento à pressão do governo e da Seduc traz grandes prejuízos à categoria. É inadmissível receber denúncias de que professores estão assumindo funções de funcionários, e, ao invés de vir para a luta, paralisando suas atividades, estão limpando escolas e dando aulas”. Consuelo alertou que a campanha pública de esclarecimento sobre a política de desvalorização do governo sobre a educação tem que continuar, mostrando que a tal “revolução” da educação prometida pelo então candidato Renan Filho não passou de “promessa de palanque”.

Falas indignadas

Fechando com a direção do Sinteal, as/os trabalhadoras/es, em sua maioria, se posicionaram pela continuidade da luta, de cabeça erguida, sem acovardamento, para mostrar que a educação não vai ceder nem se ajoelhar às pressões vindas do governo. A educação estadual e seus trabalhadores e trabalhadoras, organizados pelo Sinteal, vão lutar até o fim pelo atendimento da sua justa pauta de reivindicações.

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