31 de janeiro de 2019

Sinteal mantém reunião com secretário de Educação de Girau do Ponciano

Trabalhadores/as da educação da rede municipal de Girau do Ponciano estão enfrentando problemas quanto a garantia de alguns direitos já conquistados, como a aplicação do 1/3 de hora atividade e o reajuste do ano passado. Além disso, há questionamento sobre a forma de avaliação de desempenho das/os profissionais. O Sinteal, representado por sua presidenta Consuelo Correia, e pela secretária de Assuntos Jurídicos Cícera Ferreira, e com o departamento jurídico sendo representado pelo advogado Lindalvo Costa, reuniu-se com o secretário municipal de Educação, Profº Dênis Carlos, nesta quinta-feira (31), e cobrou solução para as pautas.

A implantação do 1/3 de hora atividade fora da sala de aula, que deveria estar sendo utilizada para planejamento pedagógico e elaboração de projetos, está integralmente dedicada a um curso de formação que ocupa dois sábados inteiros por mês. Porém as/os professoras/es precisam desse tempo na escola para organizar o fazer pedagógico. O gestor se comprometeu a alterar a forma de aplicação objetivando garantir o 1/3 de hora atividade, mas informou que não será possível fazer isso imediatamente.

Outro problema levado pelos dirigentes foram os critérios da avaliação do desempenho. Consuelo Correia, presidenta do Sinteal, questionou a denuncia que recebeu, de que a avaliação está baseada na assiduidade na formação aos sábados, desconsiderando a maior parte do trabalho pedagógico realizado no dia a dia da escola. “Esse sistema de avaliar os profissionais precisa levar em conta os fatores que realmente importam para o crescimento da educação. Não é só uma coisa ou a outra. Apresentamos várias sugestões, que o gestor disse que iria considerar. Esperamos que realmente mude esse modelo atual”, disse ela.

O reajuste de 5% conquistado pela categoria em 2018 também está sendo alvo de preocupação, já que foi garantido em forma de rateio. “O gestor da educação alegou que não poderia implantar reajuste por causa das eleições, por questões jurídicas. O Sinteal colocou discordância. Acabou que nem os aposentados nem os funcionários foram contemplados pelo reajuste, que foi pago em forma de rateio”, relatou Consuelo.

Aproveitando a oportunidade da reunião, o Sinteal cobrou o início das negociação em relação à data-base deste ano.