8 de fevereiro de 2019

Rachaduras e risco de desabamento interditam Escola Bom Conselho

Em visita à Escola Estadual Nossa Senhora do Bom Conselho, na manhã desta sexta-feira (08), o Sinteal foi informado sobre problemas graves na estrutura. Em conversa com a direção da Escola, a presidenta Consuelo Correia manifestou a preocupação do Sinteal com a segurança dos/as trabalhadores/as e dos alunos da unidade.

A maior parte das salas de aula está funcionando normalmente, mas a estrutura do pátio está bastante comprometida, com grandes rachaduras. Algumas partes já cederam e correm risco de desabamento. O refeitório e os banheiros ficam em uma área em que o acesso passa pelo pátio.

Informada pela direção da escola sobre o problema desde janeiro, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) fez algumas visitas ao local e enviou a Defesa Civil para proceder uma vistoria. O ano letivo teve início no dia 04 de fevereiro, mas por orientação da própria Defesa Civil toda a área em risco foi isolada, inviabilizando que seja feita e servida a merenda escolar.

A direção da escola informou que, a partir da próxima segunda-feira (11), o horário escolar será modificado, e só acontecerão três aulas por turno. Essa adaptação deve alterar o calendário escolar, aumentando o período do ano letivo.

Com o assunto das rachaduras em evidência no bairro do Pinheiro, região muito próxima à escola, há a preocupação de estarem relacionadas as situações, mas a Defesa Civil não confirmou essa associação.

A escola atualmente tem 1.000 (mil) alunos matriculados no período diurno. A turma do EJA ainda não foi fechada, mas a diretora da escola acredita que deve fechar um total de mil alunos somando todos os turnos. Ela manifestou a preocupação com o possível fechamento da unidade e quanto à redistribuição de alunos e trabalhadores, caso não seja encontrado imóvel para alugar na comunidade. Segundo os relatos da gestora, os/as trabalhadores/as da Escola Estadual Nossa Senhora do Bom Conselho têm feito um trabalho de conscientização com os alunos, que tem sido bem disciplinados e colaborado com as orientações de segurança.

Além da questão da segurança das pessoas que circulam no local, o Sinteal manifesta preocupação com a manutenção da unidade escolar. “Uma escola fechada é um problema para a comunidade. Se os alunos são remanejados para longe de casa existe o risco de evasão escolar. Seria um grande prejuízo uma escola com a história e a tradição do Bom Conselho ser dissolvida”, disse a presidenta Consuelo Correia. Uma alternativa apresentada foi a transferência para outro prédio na mesma rua, que está em negociação com a Seduc e o proprietário.

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