11 de junho de 2019

Movimento Unificado realiza assembleia e constrói calendário de luta que inclui a participação na greve geral do dia 14/06

O Movimento Unificado dos Servidores Públicos de Maceió realizou nova assembleia geral, na manhã desta terça-feira (11), no Clube Fênix Alagoano (Centro de Maceió), oportunidade para as lideranças sindicais repassarem aos trabalhadores e trabalhadoras os últimos informes dos contatos e negociações da campanha salarial com a gestão municipal e para discutir e aprovar os próximos encaminhamentos de luta das categorias.

Em sua fala inicial, a presidenta do Sinteal, Consuelo Correia, repassou à plenária a informação de que a proposta da Prefeitura é de “só discutir qualquer índice de reajuste salarial se for retomada,  na Câmara de Vereadores, a discussão quanto ao PL (Projeto de Lei) que, sob pretexto de reduzir gastos com a máquina municipal, ataca salários e direitos de todas as categorias de servidores/as municipais. No último contato com os/as vereadores/as integrantes da mesa de negociação, os/as parlamentares firmaram posição de só recolocar o “PL” na pauta dos trabalhos da Casa depois de um acordo em definitivo da Prefeitura com o Movimento Unificado.

Consuelo disse que “eles, da prefeitura, colocaram um bode na sala, ou seja, o projeto de lei, quem sabe para que nós, lutando contra o PL, não pudéssemos lutar também pelo reajuste de salários. Mas não vamos recuar. Estamos vivos!”. Ela aproveitou o momento para convocar as/os trabalhadoras/es para participar da greve geral que vai parar o Brasil no próximo dia 14 de junho (sexta-feira).

O diretor do Sindacs, Fernando Cândido, alertou que as finanças do Município de Maceió “estão entre as melhores da Região Nordeste”, cobrando da Prefeitura a abertura da negociação da campanha salarial. Já o presidente do Sindicato dos Assistentes Socais, Cristiano Montenegro, disse que secretários “se esforçaram para provar que, após sete anos, conseguiram quebrar o município. Está aqui o legado do prefeito. Não temos outra opção a não ser a luta”.

Ao final da assembleia, a plenária discutiu e aprovou os seguintes encaminhamentos de luta:

14/06 – PARTICIPAÇÃO NA GRANDE GREVE GERAL NACIONAL DOS/AS TRABALHADORES/AS BRASILEIROS/AS.

19/06 (4ª feira) – Atividade de luta (com forró) na Semge, às 08hs.

25/06 (3ª feira) – Panfletagem no bairro do Farol, no semáforo próximo ao Palato (a partir das 07hs).

Moções de apoio

Antes do encerramento da assembleia foram aprovadas moções de apoio: a primeira a favor do professor Wanderlan Porto, do IFAL, recentemente ameaçado pelo ministro da Educação do Governo Bolsonaro, e a segunda, de caráter internacionalista, em solidariedade à presidenta do Partido dos Trabalhadores da Argélia, Louisa Hanoune, detida provisoriamente por um tribunal militar.

Além do Sinteal, participaram da assembleia de hoje o SindPrev, SindsPref, SindSaúde, Sindacs, SinfGuarda, Saseal, SinMed, SindComarhp, CGBT e SindPsicólogos.

Situação do Sinteal e cancelamento da festa junina

Consuelo aproveitou a assembleia para falar sobre a difícil situação que o Sinteal está enfrentando, ao lado de toda a comunidade do bairro do Mutange (onde está instalada a sede do sindicato), informando que está sendo cobrando do poder público respostas concretas em relação à situação. “É o patrimônio das trabalhadoras e dos trabalhadores da educação que está ali. É nossa história”.

Motivada por este assunto, Consuelo informou à base da educação presente na assembleia que o tradicional festa junina promovida pelo Sinteal “este ano não será mais realizada [seria no Espaço Cultural Professora Jarede Viana, na sede da entidade], pois não há clima nem condições financeiras para isso”. Ela apresentou números relacionados aos custos para a realização da festa e pediu a compreensão da categoria”.