11 de julho de 2019

Sinteal participa de ato público “Nordeste contra a Destruição da aposentadoria”

Sindicato foi às ruas do comércio denunciar o prejuízo da Reforma da Previdência para os trabalhadores

O Brasil vive um período de retrocessos e ataques aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. Neste cenário, o governo Bolsonaro vem sendo o catalizador de reformas que atacam frontalmente os direitos básicos, incluindo a educação e a aposentadoria. Diante das circunstâncias, a CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação) está promovendo a Jornada Nacional de Lutas, iniciado no 7 de julho e culminando com a paralisação nacional no dia 13 de agosto. Na última quarta-feira (10), o Sinteal participou do ato Público “Nordeste contra a destruição da aposentadoria”.

A atividade aconteceu no centro de Maceió, com o objetivo de conscientizar a sociedade dos riscos da aprovação da reforma. Em termos gerais, a reforma da Previdência estabelece uma idade mínima para a aposentadoria: 65 anos para homens e 62 para mulheres. São impostas também mudanças no cálculo dos benefícios, que vai contabilizar a média de todas as contribuições e exigir mais tempo na ativa para um valor maior na aposentadoria. Serão exigidos 40 anos de contribuição para um benefício igual a 100% da média das contribuições, enquanto o piso será de 60% da média. Há regras de transição para quem já está na ativa.

A presidenta do Sinteal, Consuelo Correia, alertou para a perigosa conjuntura que o país vive. “Estamos assistindo o desmonte da aposentadoria no país. O governo quer que os trabalhadores e as trabalhadoras paguem uma conta que não os pertence. Os representantes  de Alagoas na Câmara Legislativa de Brasília devem ter responsabilidade e compromisso com a população”, afirmou.

Girlene Lázaro, diretora do Sinteal e da CNTE, ressaltou a importância da participação da população para impedir mais um atentado ao direito dos trabalhadores e trabalhadoras do país. “Precisamos conversar e com as pessoas sobre o que está acontecendo. A CNTE está de olho e continuará lutando contra a reforma da Previdência que está sendo proposta ao lado dos servidores e servidoras da educação”, concluiu.