10 de outubro de 2019

Em defesa da UFAL! Sinteal participa de audiência pública na Assembleia Legislativa de Alagoas

Na manhã desta quarta-feira (9), as dirigentes Josefa da Conceição e Renildes Ramos estiveram na Assembleia Legislativa de Alagoas representando o Sinteal na audiência pública com o tema “Futuro e financiamento das universidades federais. Para onde estamos caminhando”. Também foi discutido na ocasião o programa Future-se. A discussão foi promovida pela ALE em parceria com a Universidade Federal* de Alagoas (Ufal) e a deputada federal Tereza Nelma (PSDB/AL).

A audiência, proposta pela deputada Jó Pereira (MDB), ouviu a reitora da Ufal, professora Maria Valéria Correia, e membros da comunidade acadêmica sobre a situação financeira e as necessidades para garantir a continuidade das ações. O Programa Future-se, do Governo Federal, também foi abordado durante a audiência pública.

Renildes Ramos, da direção do Sinteal, explica a preocupação do Sinteal com a defesa da educação pública em todos os níveis. “Colocar em risco a universidade pública pode representar um prejuízo direto para os nossos alunos e para a sociedade de uma forma geral. Estamos acompanhando o debate atual sobre financiamento, e fazendo a luta de forma unificada pela educação como um direito básico da população. Se a UFAL deixasse de existir, 32733 pessoas ficariam sem estudar”.

A reitora Maria Valéria Correia destacou que a Ufal passa por uma situação bastante difícil no que se refere a questão financeira. Ela disse que mesmo com o desbloqueio parcial dos recursos, que estavam contingenciados desde abril, a situação ainda é muito complicada. “São recursos que são destinados para pagar, por exemplo, a energia e os terceirizados. Com esse descontingenciamento parcial a universidade consegue funcionar até, no máximo, o início de novembro”, disse. A reitora também ressaltou a oportunidade oferecida pela audiência pública, onde a universidade demonstrou sua importância junto à sociedade alagoana e buscou sensibilizar a classe política no fortalecimento da instituição federal. “Queremos e estamos lutando pelo descontingenciamento total dos recursos para que possamos funcionar até o final do ano, ou seja, queremos a liberação do que foi aprovado na lei orçamentária de 2019. São R$ 14 milhões para que a universidade funcione até dezembro”, destacou.

Sobre o Programa Future-se, a reitora disse que a universidade já realizou dois debates e uma audiência pública sobre o assunto e a decisão sobre a adesão ao programa, será tomada nesta quinta-feira (10), em uma reunião do Conselho Universitário. “Pelos debates prévios e pela audiência pública, tudo indica que a Ufal terá uma posição contrária ao programa”, concluiu.

A superintendente do Hospital Universitário (HU), Regina Maria Santos, alertou que o corte de recursos pode atingir a unidade de saúde. “O HU é mantido com a contratualização com o SUS, que cobre cerca de 67% das despesas, e de um aporte financeiro do programa de reestruturação dos hospitais universitários, mas algumas despesas ainda são bancadas pela Ufal, como é o caso de 70% da conta de energia elétrica”, afirmou.

Ao final da audiência, a reitora da Ufal entregou uma carta aos deputados solicitando que os deputados enviem ao MEC uma solicitação para o desbloqueio total dos recursos discricionários aprovados na Lei Orçamentária Anual de 2019; retomar a agenda de debate sobre a garantia de transporte para estudantes do ensino superior que estudam fora do municípios em que residem; fomentar parcerias entre a Assembleia Legislativa, a Ufal e o Governo de Alagoas, para que apresentem, de forma conjunta, soluções inovadoras para os problemas que afetam a população de Alagoas; e solicitar junto a bancada federa, apoio às demandas das universidades.

 

*Com informações da Assembleia Legislativa