4 de outubro de 2019

No “Dia Nacional de Luta em Defesa da Educação”, SINTEAL protesta contra o descaso dos Governos Renan Filho e Rui Palmeira

Após a mobilização em Arapiraca, que forçou o Cerimonial do Governo do Estado a modificar, do período da manhã para o período da tarde, as atividades do “Governo Presente”, para o governador Renan Filho não ter que encarar o protesto da categoria, Sinteal e trabalhadoras/es em educação participaram, na tarde/noite desta quinta-feira (03), de protesto de entidades da educação e estudantis, em Maceió, que reuniu cerca de dois mil manifestantes, e uniu entidades como UNE, UBES, Adufal, ANPG, Diretórios Centrais, Centro Acadêmicos etc. O Sinteal aproveitou a manifestação para fazer um firme protesto contra os Governos de Renan Filho (Estado) e Rui Palmeira (Município de Maceió), denunciando suas políticas de desvalorização das/os trabalhadoras/es e de destruição da educação pública.

A manifestação fez parte do Dia Nacional de Paralisação em Defesa da Educação e da Soberania Nacional contra os cortes na Educação, em defesa da autonomia universitária, contra o imoral projeto “Future-se”, do Ministério da Educação/MEC (que pretende terceirizar o financiamento da educação pública ao mercado), contra a venda do patrimônio estatal brasileiro (a exemplo da Petrobras, que completou 66 anos de existência neste dia 03 de outubro, e está sendo comercializada a preço de banana pelo Governo Federal).

Governos antieducação

O Sinteal aproveitou o protesto para denunciar, mais uma vez, à população alagoana a “política a quatro mãos” executada pelos Governos Renan Filho (estado) e Rui Palmeira (Maceió) contra as/os trabalhadoras/es em educação, de desvalorização e empobrecimento da categoria, reajustes salariais ZERO a cada ano de mandato, retirada de direitos trabalhistas, absurda política de “meritocracia” que quer transformar o ambiente escolar em “chão de fábrica”, adoecimento e outras mazelas mais. “Governos Fakes” e “Negociação, eram duas das palavras-de-ordem ditas pelas/os trabalhadoras/es em educação e por diretoras/es do Sinteal no ato público.

Em uma de suas falas, a presidenta do Sinteal, Consuelo Correia, disse que “o dia de hoje foi de luta e repúdio. Em Arapiraca, o governador mudou a agenda porque não teve a coragem de encarar o Sinteal e a categoria. Ele sabe que a última vez em que recebeu sindicato e representantes da base das categorias de servidores públicos foi em dois mil e quinze”.

Consuelo disse, ainda, em frente à sede do Palácio do Governo, “que este governo é construído sobre fake news [notícias falsas], mas a realidade, no Estado é fechamento de escolas do EJA [Ensino de Jovens e Adultos], de falta de transportes para professores e alunos, de não pagamento das progressões, de férias pagas a conta-gotas, de imposição de uma meritocracia absurda transformando o chão da escola em chão de fábrica”.

Por fim, a presidenta do Sinteal alertou também que o repúdio da categoria ao governo estadual “também cabe igualzinho à administração do prefeito Rui Palmeira, em Maceió, com a mesma política de reajuste zero, de não pagamento de progressões e de pressão no espaço escolar”. “Mas a gente não se ajoelha para estes governos que não representam a classe trabalhadora. Não vamos sair das ruas enquanto esses governos (federal, estadual e também municipais) não forem derrotados”.