7 de outubro de 2019

Sinteal participa de Plenária das Mulheres da CUT em SP

Trabalhadoras da educação de Alagoas participaram de plenária nacional de mulheres da CUT (Foto: Jordana Mercado)

 

 

Um dia antes do início do 13º Congresso Nacional da CUT, as delegadas eleitas para representar o Sinteal no evento participaram de uma grande plenária com mulheres trabalhadoras de todo o país. Realizada neste domingo (6), na Colônia de Férias dos Viajantes, na Vila Mirim, a plenária discutiu desde as resoluções da Central, a mudanças estatutárias e até as estratégias das mulheres da CUT para o próximo período em defesa dos direitos sociais e trabalhistas, de igualdade de oportunidades e no enfrentamento à violência contra as mulheres na vida e no trabalho.

“Nós organizamos esta plenária para pensar como vamos nos portar e fazer nossas propostas nesta agenda do Congresso que vai debater, além da conjuntura nacional, a internacional, organização sindical, financiamento e resoluções, como também o plano de lutas”, explicou a Secretária Nacional da Mulher Trabalhadora, Juneia Batista.

Plenária Nacional de Mulheres da CUT aconteceu um dia antes do 13º CONCUT (Foto: Jordana Mercado)

 

A Plenária das mulheres é a primeira agenda da programação do 13º Concut, que está sendo considerado um dos mais importantes da Central, lembrou a vice-presidenta da CUT, Carmen Foro. Para ela, nestes quatro anos que separaram um Congresso do outro muitas coisas mudaram. “Enfrentamos enorme retrocesso com muita luta e resistência, mesmo assim a classe trabalhadora ainda tem muitos desafios”, disse se referindo ao golpe de 2016 que destituiu a presidenta Dilma Rousseff e a eleição de Jair Bolsonaro, político de extrema direita, ligado a empresários.

A unidade entre as mulheres é fundamental para encarar os desafios do próximo período porque se depender deste governo as mulheres voltarão para o fogão, afirmou Carmen, que citou a Marcha das Margaridas, que reuniu mais de cem mil mulheres do campo e da cidade, em Brasília, em agosto deste ano, como inspiração para as futuras lutas.

“Nós podemos virar o jogo com organização, estratégias e unidade e a Marcha das Margaridas deste ano é a expressão mais clara de que nós podemos sim mobilizar, estar nas ruas, nos locais de trabalho para enfrentarmos os nossos desafios”, concluiu a vice-presidenta da CUT, que gritou “Lula Livre” no final de sua fala.

A Secretária-Geral Adjunta da CUT, Maria Faria, relembrou o significado de se fazer o 13º Congresso Nacional da CUT na Praia Grande. Foi nesta cidade, pontuou ela, que a história da CUT começou.

Delegadas do Sinteal representaram educação de Alagoas na plenária (Foto: Jordana Mercado)

Fortalecimento das mulheres na história da CUT e Lula Livre

A mesa de abertura da Plenária de Mulheres do 13º Concut contou com a participação da ex-ministra de Políticas para Mulheres Eleonora Menicucci, a ex-secretária de Políticas para Mulheres de São Paulo Denise Motta Dau, que já foi diretora da CUT, e a ex-secretária da Mulher Trabalhadora da CUT, Rosane Silva.

 

Com o plenário gritando “Lula Livre”, a ex-ministra contou que sempre esteve envolvida com a Central e que desde os anos de 1980 foi conselheira da Comissão da Questão de Mulheres e há alguns anos da secretaria da Mulher Trabalhadora.

“Eu acompanhei todo o processo e sei que se não fosse a luta das mulheres da CUT este espaço não existiria. As mulheres trabalhadoras sempre entenderam a importância de termos organismos de perspectivas de gênero para a vida das mulheres tanto dentro da CUT quanto fora”, afirmou Eleonora.

Ela pontuou também a importância da secretaria de Política para Mulheres no executivo e da luta organizada para a implementação de políticas públicas específicas.

Denise Motta Dau ressaltou a história das mulheres dentro da CUT e citou algumas pautas femininas desde a fundação da Central, como a luta por creche e pela descriminalização do aborto.

Para Denise, a organização das mulheres da CUT é fundamental para a resistência que precisará ser feita nestes próximos períodos com Bolsonaro e governos ultraliberais que avançaram por estados e municípios. “As mulheres precisam estar organizadas e as secretarias da Mulher Trabalhadora, tanto nacional, quanto as estaduais, são fundamentais para garantir direitos e discutir novas propostas para as mulheres trabalhadoras”.

“Para consolidar a política é fundamental um espaço especifico para avançar na igualdade de gênero e direitos”, finalizou Denise.

Professora Girlene Lázaro, secretária de mulheres da CUT Alagoas (Foto: Jordana Mercado)

Outra ex-dirigente que valorizou a unidade e a organização das mulheres foi a ex-secretária da Mulher Trabalhadora da CUT, Rosane Silva.

“Construímos os últimos 8 de março grandes e combativos, estivemos à frente em diversos momentos fundamentais para não perdemos mais direitos e nunca deixamos de estar nas ruas”, afirmou Rosane, que representa a CUT na Vigília Lula Livre, em Curitiba.

Ela destacou a importância da liberdade do ex-presidente Lula, mantido preso político desde abril de 2018, para a luta das mulheres e de toda a classe trabalhadora.

“Lutar pela liberdade de Lula é estratégia da CUT e das mulheres trabalhadoras. Não existe democracia com Lula preso, não existe direitos para mulheres e para classe trabalhadora com ele preso. Vamos mandar uma mensagem para ele e dizer que as mulheres da CUT estão reunidas e que nós estaremos com ele onde ele estiver”, finalizou emocionada Rosane, que também encerrou sua fala com um forte grito Lula Livre.

 

*Com informações do Portal da CUT