2 de dezembro de 2019

SINTEAL se reúne com direção da Braskem para esclarecer questões relativas à sede da entidade

Na última semana, a Braskem anunciou um plano de fechamento das minas de exploração de sal nos bairros do Mutange, Bebedouro, Pinheiro e Bom Parto. Mas tal plano não foi explicado com os detalhes necessários que as famílias moradoras desses bairros e a sociedade exige e tem o direito de saber. Em linhas gerais, no plano consta a necessidade de remoção de cerca de 400 (quatrocentos) imóveis e a remoção de 1.500 (mil e quinhentas) pessoas das regiões afetadas.

Dentre os imóveis previamente listados está a sede do SINTEAL e o Espaço Cultural Jarede Viana, localizados acima de uma das minas de sal a serem fechadas pela Braskem. Neste caso, uma vez que a informação foi repassada aos meios de comunicação, mas o SINTEAL, em nenhum momento, foi contactado pela Braskem ou pelas autoridades competentes (Defesa Civil, Prefeitura de Maceió, IMA, Governo do Estado, Agência Nacional de Mineração etc), a diretoria do sindicato, através de seu departamento jurídico, buscou a Braskem para obter esclarecimentos sobre o que está posto em relação ao patrimônio da categoria.

Assim, foi realizada uma reunião nesta segunda-feira (02/12), quando a Braskem reafirmou a necessidade de criação da área de resguardo ao redor das minas de sal, e que esta ainda não foi delimitada completamente, uma vez que a definição dos perímetros será realizada em acordo da empresa com a Agência Nacional de Mineração, mas que, infelizmente, o SINTEAL faz parte dos imóveis afetados a ser realocados.

A diretoria do SINTEAL reafirmou, com a firmeza necessária, que a reunião aconteceu de forma tardia, uma vez que, a meses, vem sendo noticiadas várias questões relativas ao bairro do Mutange, sem que nunca tenha sido abordada diretamente com a entidade a situação que agora se apresenta, ou seja, a necessidade premente de realocação. Ao mesmo tempo, as/os diretoras/es presentes à reunião reafirmaram que a sede do SINTEAL, bem como o Espaço Cultural Jarede Viana constituem não apenas um patrimônio físico da entidade, mas também um patrimônio histórico da luta da classe trabalhadora de Alagoas, sendo um espaço de memória da história dos/as trabalhadores/as em educação, cujo valor é impossível de ser mensurado.

A reunião foi finalizada com o compromisso de ser desenvolvido um método de diálogo e transparência pelas partes, com reuniões a serem realizadas periodicamente, em curto espaço de tempo, para que o assunto seja tratado com a urgência que o caso e a situação requerem. 

Da parte do SINTEAL, o compromisso é que qualquer proposta que interfira no patrimônio da entidade deverá ser discutido pela categoria em assembleia geral dos/as trabalhadores/as de forma ampla, democrática e participativa.

Participaram da reunião na sede da Braskem a vice-presidenta do SINTEAL, Célia Capistrano, a diretora Lenilda Lima (ex-presidenta da entidade), os advogados do sindicato, Daniel Pereira e Nivaldo Barbosa, o assessor político da entidade, Jonas Cavalcante e também o arquiteto Pedro Cabral, um dos profissionais envolvidos no trabalho de recuperação da sede histórica (“Villa Amália”) do sindicato e na construção do Espaço Cultural Jarede Viana.