13 de agosto de 2020

Nota de Repúdio contra atitude da secretária de educação

Vivendo uma realidade de pandemia, distanciamento social, adaptação e aulas online em um universo de exclusão digital e social, o Governo de Alagoas deu mais uma demonstração de descaso total com a educação pública e a vida dos/as trabalhadores/as (efetivos e contratados) e estudantes nesta quinta-feira (12).

Em reunião virtual realizada com trabalhadores/as da educação, onde deveria dialogar com a categoria, a secretária de educação Laura Souza utilizou o espaço para fazer pressão, cobrança e ameaças, responsabilizando os profissionais pela dificuldade de frequência dos alunos.

O Sinteal repudia essa atitude, lembrando que as condições para o atendimento são obrigação da gestão. “Esses mesmo profissionais, que estão com seus salários defasados sofrendo perdas há anos, e no caso dos contratados tem uma relação ainda mais precária, estão fazendo um grande esforço pessoal para manter as atividades, já que o Estado não forneceu formação nem instrumentos suficientes para realizarem seu trabalho. Ao invés de reconhecimento e empatia recebem isso”, disse a presidenta Consuelo Correia.

É momento de defender a vida, o emprego daqueles que por definição do Estado se submetem a uma contratação temporária, que vem desempenhando suas funções com dedicação e compromisso profissional, terem por parte da SEDUC as condições pedagógicas e tecnológicas que alcancem os nossos estudantes de forma que nenhum seja excluído do processo educacional.

Desde o início da pandemia, os institutos de pesquisa reforçam que um grande número de domicílios no país não tem acesso à internet, um problema que atinge tanto profissionais quando estudantes. Consuelo complementa: “O que a secretária exige dos profissionais é fora da realidade, é uma atitude irresponsável de um governo que assume um discurso correto na mídia de preocupação com os profissionais, e nas reuniões privadas causa adoecimento nos servidores/as públicos”.

Em pesquisa recente divulgada pela própria Secretaria de Estado da Educação, feita com os alunos, o formato de Ensino À Distância (EAD) adotado pelo governo estaria sendo um sucesso. Contrariando as críticas e questionamentos do Sinteal sobre as péssimas condições, as informações postas são de que tudo estaria funcionando. Mas quando é para dialogar com quem realmente está fazendo o trabalho no dia a dia, a secretária não apenas reconhece a realidade, como tenta transferir a responsabilidade do Estado para eles.

Assédio moral é crime, e afirmar que não está praticando não anula os efeitos nefastos de ter feito isso de forma tão cruel, expondo, constrangendo e agredindo trabalhadoras/es. O Sinteal vai apresentar denúncia nos órgãos competentes, e espera que o erro seja imediatamente reconhecido e reparado.