8 de outubro de 2020

Num dia de indignação e traição, por 14 votos a 7, Câmara de Vereadores de Maceió aprova o “PL do Calote” do prefeito Rui Palmeira (PSDB)

Um dia de muita indignação e de traição aos servidores públicos municipais foi vivido, hoje, na sede e no plenário da Câmara de Vereadores de Maceió, em Jaraguá.

Por 14 votos a 7, votaram  CONTRA os/as servidores/as e à Previdência Municipal os/as seguintes vereadores/as: Simone Andrade (DEM), Ana Hora (MDB), Antônio Hollanda (MDB), Chico Filho (MDB), Ib Brêda (MDB), Luciano Marinho (MDB), Eduardo Canuto (Podemos), Kelmann Vieira (Podemos), Fátima Santiago (Progressistas), Aparecida Augusta (Progressistas), Silvânia Barbosa (PRTB), Mauro Guedes Júnior (PSD), Zé Márcio Filho (PSD) e Samyr Malta (PTC), aprovando, na tarde/noite desta quinta-feira (08/10), por voto de bancada e em segunda discussão, o “PL do Calote” [Projeto de Lei nº 61.220/2020], encaminhado pelo prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), que suspende o pagamento patronal ao IPREVInstituto de Previdência Municipal de Maceió e, como disse a presidenta do SINTEAL, Consuelo Correia, “fere de morte todos os servidores e servidores públicos municipais, empurrando este calote para a próxima administração”.

Votaram CONTRA o “PL do Calote” e A FAVOR dos/as servidores/as e da Previdência de Maceió os vereadores: Anivaldo Luiz “Lobão”(MDB), Galba Novaes Netto (MDB), Ronaldo Luz (MDB), Davi Davino (Progressistas), Cléber Costa (PSB), Francisco Sales (PSB) e Siderlane Mendonça (PSB).

Clima de resistência e votação

Portando cartazes, faixas e megafone, mais uma vez as lideranças sindicais (dentre elas muitas/os diretoras/es do SINTEAL) e outros/as servidores/as municipais ocuparam pacificamente a sede da Câmara Municipal de Vereadores para cobrar dos/as parlamentares o apoio e o voto “Não” ao projeto de lei do prefeito Rui Palmeira, que, em 04 de junho passado, sem apresentar aos sindicatos, sociedade e imprensa nenhuma comprovação de desequilíbrio ou déficit das contas municipais, pediu, através do já conhecido “PL do Calote”, a permissão da Câmara de Vereadores  para suspender o pagamento da parte do Executivo Municipal para o IPREV.

As lideranças sindicais ainda tentaram conversar com os vereadores e vereadoras que, em sua maioria, entravam, apressados, para participar da sessão extraordinária presencial/virtual.

Iniciada a sessão, vereadores de oposição, a exemplo de Galba Novas Netto (MDB) e Francisco Sales (PSB, ainda discursaram tentando a retirada do projeto de lei da pauta de votação deste dia 08 de outubro, mas o “rolo compressor” da máquina administrativa comandada pelo prefeito Rui Palmeira conseguiu que a maioria dos vereadores votasse contra mais um adiamento da votação do “PL do Calote”.

Ao final da rapidíssima votação do PL nº 61.220, um clima de indignação se instalou entre lideranças e demais servidores e servidoras presentes na Câmara de Vereadores, clima este bem traduzido no posicionamento da presidenta do SINTEAL, Consuelo Correia: “Nós temos informações seguras de que não havia a mínima necessidade que forçasse o prefeito de Maceió a querer suspender o pagamento patronal do IPREV, e deixar este verdadeiro calote para a quem vier lhe suceder na próxima gestão de Maceió. Falo pela educação, porque nossos recursos vêm do Fundeb, diferentemente dos demais servidores e servidoras das outras áreas, que são recursos do tesouro municipal. Não havia motivo nenhum para suspender a patronal. O dia de hoje, aqui na Câmara de Vereadores, foi de luto e de indignação, o dia da consumação do calote praticado contra a previdência municipal. Em nome do movimento unificado de servidores, quero deixar registrado o nosso obrigado aos sete vereadores que tiveram a compreensão e a altivez de votar em defesa dos servidores públicos e da previdência municipal”.

Mais fotos da luta na Câmara de Vereadores