30 de março de 2021

Sinteal se reúne com Secretário Estadual de Educação para discutir questões sensíveis aos trabalhadores/as

Sindicato cobrou soluções da gestão sobre as escolas do CEPA, jornada de trabalho durante a pandemia e discussões salariais

Na manhã desta terça-feira (30), a direção do Sinteal participou de uma reunião virtual com o secretário de educação do estado, Fábio Guedes e alguns trabalhadores/as da educação. Na pauta, diversos assuntos que estão afligindo trabalhadores/as da educação, como a situação das escolas do CEPA após avaliação da Braskem, jornada de trabalho durante a pandemia e discussões salariais.

Sobre a situação no CEPA, o secretário informou que a gestão da educação teve uma reunião com os responsáveis da Braskem. Segundo ele, os 5 representantes, do departamento jurídico, responsáveis de máquinas e relações institucionais, informaram que estão monitorando toda a área azul. Fábio Guedes fez questão de reforçar que houve apenas uma expansão da área de cobertura da empresa. Segundo o secretário, “Selo na escola não significa interdição da escola, só monitoramento e que não haverá interdição de escolas no período”.

A presidenta Consuelo Correia colocou a sua preocupação sobre o descaso da Braskem com relação aos moradores das áreas atingidas, que sofrem com os danos materiais e psicológicos causados pela irresponsabilidade da empresa. Lembrou ao secretário também que há necessidade de uma correção nos protocolos de evacuação do CEPA. A presidenta também pediu prazo para uma nova reunião, que ficou marcada para logo após a reunião com a defesa civil.

COBRANÇA SOBRE PERDAS SALARIAIS

Outro tema da reunião foram as perdas salariais. A progressão do magistério e dos funcionários, folha suplementar e a data base foram discutidas com o secretário e sua equipe. Segundo informação da secretaria, existem praticamente 3 mil processos para pagamento previsto para hoje (30/03), bem como as férias. Existem outras 2500 progressões em andamento na Seplag. O Sinteal segue na luta para garantir este direito.

Sobre a progressão dos funcionários,  disse acreditar que não haverá dificuldades, porém a PGE pediu a criação de uma legislação específica para o tema. Os valores só serão definidos quando houver uma planilha pronta, que é de responsabilidade da Seplag. Com relação a data base, o secretário explicou que há uma disposição do governo em sentar para analisar a situação, e que haverá uma reunião com o governador e a secretaria da fazenda para discutir o tema. Ele ainda afirmou que o governador vai elaborar um novo PCC para a categoria, e que “vem muita novidade em 2021 e 2022”.

A direção do sindicato alertou que algumas pessoas tiveram as progressões implantadas sem terem recebido os retroativos que tinham direito. A presidenta Consuelo ainda lamentou a demora para que haja a implantação das progressões de funcionários, já que foi algo cobrado há muito tempo e, mais uma vez, a gestão deixou chegar nessa situação.

O diretor André Lima ressaltou a demora para resolução das progressões dos funcionários. “Problema que se arrasta desde 2019 se resume que cada vez que vem a tona tem 1001 explicações. Não entendo porque a PGE está dizendo que tem que mudar a lei. Em 2019 recebemos assim. Toda vez eles repetem que foi um erro. Vamos corrigir o erro” disse. O Sinteal cobrou também a realização de concurso público na área e a imposição da data base, que já constava no ofício enviado pela direção à secretaria.

SITUAÇÃO DOS TRABALHADORES/AS DURANTE A PANDEMIA

A direção do sindicato também cobrou o secretário sobre as condições de trabalho dos professores durante a pandemia. Até agora, o estado não está fornecendo o auxílio para os professores da rede estadual conseguirem trabalhar de forma remota.

“Os trabalhadores/as estão arcando com o custo extra de internet, celulares e computadores mais modernos para conseguirem atender a demanda. Além disso, o tempo na frente da tela prejudica não só professores como alunos. No início da pandemia a secretaria da fazenda garantiu equipamentos e bônus para a Uncisal para estudantes, mas para educação básica zero”, disse Consuelo.

Neste ponto, o secretário destacou que a secretaria estuda uma forma de melhorar o acesso da internet para alunos, mas que enxerga um problema “residual” no acesso da tecnologia para assistir aulas (celulares e/ou computadores). Para os professores, há uma lei com decreto pronto para conceder auxílio para todos os profissionais que estão em sala de aula, seja remota ou híbrida. Contudo, a limitação orçamentária fez o governo priorizar apenas os profissionais de sala de aula. Graças a uma luta do Sinteal, professores efetivos e contratados deverão receber o benefício.

O diretor André Lima também reforçou a situação dos profissionais que estão sendo coagidos a irem até as unidades escolares, mesmo sem ter muito o que fazer. Incluindo profissionais do quadro de readaptados. “Funcionários estão adoecendo, é um risco desnecessário e uma pressão psicológica muito grande. A gente sabe que precisa atender o público, mas é um acordo com a diretora. Mas tem diretora dizendo que é pra ir”, disse André. A recomendação do secretário é que trabalhadores e trabalhadoras que se sentirem coagidos deverão denunciar o caso na GERE.