23 de novembro de 2021

Sinteal comemora 33 anos de luta e resistência na defesa da educação pública e direitos

Vivendo um momento intenso de luta, contabilizando grandes vitórias e alguns dissabores, o Sinteal chegou nesta segunda-feira, 22 de novembro, ao seu 33º aniversário. Persistente na defesa da educação pública e dos direitos da classe trabalhadora, o Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas tem se mantido no protagonismo da luta por justiça social em todo o Estado. 

Consuelo Correia, a atual presidenta da instituição, lembra a história emocionada.

“Temos muito orgulho de fazer parte de uma categoria tão aguerrida, que não abaixa a cabeça nem nos momentos mais difíceis. A própria criação do Sinteal foi um ato de resistência, que unificou professores e funcionários da educação lá em 1988. De lá pra cá caminhamos muito, mas sabemos que a luta não acaba, ela se renova e se mantém viva a cada ano”.

O cotidiano é de enfrentamento constante, até os direitos conquistados ao longo da história com muita luta precisam ser defendidos para não se tornarem letras mortas, ou pior, serem revogados. “Vivemos um período de retrocesso, estão tentando tirar todos os direitos da classe trabalhadora. Mas mesmo com tudo isso, nossa capacidade de mobilização garantiu conquistas fundamentais, e é isso que nos dá energia para permanecer lutando”, reforçou Consuelo.

Considerado o maior sindicato de Alagoas, o Sinteal tem mobilizado sua categoria em todos os momentos importantes do Estado. Tema de grandes trabalhos acadêmicos, a história do Sinteal se confunde com a história do povo alagoano, e sua capacidade de luta representa a potência da única categoria capaz de mudar o mundo, a educação. 

Desde o ano passado não está sendo possível reunir a categoria em uma grande festa, como tradicionalmente era realizado, por conta do contexto de pandemia. “Mas a data não pode passar em branco e é preciso sempre lembrar a importância de olhar para a história, reconhecer tudo o que foi construído até aqui, e aprender com os erros cometidos no passado. Esperamos no próximo ano voltar a abraçar nossas companheiras e companheiros em uma grande festa”.