6 de dezembro de 2021

Sinteal realiza assembleia geral da educação em Santana do Ipanema, que repudia 0% de recomposição salarial

Aconteceu nesta segunda-feira (06/12) assembleia geral de trabalhadoras/es da rede pública municipal de educação de Santana do Ipanema, tendo como pauta principal a resposta da mesa de negociação do último dia 25 de novembro. Na assembleia, foram repassados os informes da reunião com a gestão. Naquele momento, em tom muito ríspido, o gestor colocou “não estar podendo fazer acréscimo de nada”, indagando “como vai repor percentual de salário?!”.

Arrocho

Esse arrocho na área da educação no município vem se dando há anos, com trabalhadoras/es sem valorização (principalmente nos anos de 2017, 2019, 2020 e 2021), e outros ataques aos direitos trabalhistas como: congelamento da mudança de letra; enquadramento por titulação; quinquênios; processos administrativos parados e falta de isonomia.

Diante dessa situação, o Sinteal propôs que haja a negociação agora, com implementação para janeiro/2022 do percentual de recomposição de 4,52%. A gestora, no entanto, respondeu afirmando estar seguindo a orientação da AMA (Associação dos Municípios Alagoanoas) e do Tribunal de Contas do Estado de Alagoas (TCE/AL), e que não vai infringir a Lei nº 173. E mais: em sua fala, a prefeita Christiane Bulhões disse que “já havia colocado uma pedra nesse assunto e não cabia mais o debate”.

O Sinteal preza pelo diálogo e tem buscado, desde a última audiência com a gestão (realizada em junho, portanto, a cinco meses!), destacar que não há empecilhos, ou seja, nenhum obstáculo para a recomposição salarial.

Reivindicações

Na assembleia, mais outros pontos da pauta de reivindicações foram socializados como a criação de junta médica; processos de readaptação; precatórios; retroativos; enquadramentos; processos de opção de matrícula e condições de trabalho, cujo não atendimento vem despertando revolta entre os/as trabalhadores/as da educação.

No caso das condições de trabalho, denúncia de salas de aulas e outros ambientes das escolas sem ventilação foi feita. Questionada sobre este assunto, e sobre que solução seria tomada – uma vez que há informações que a rede de energia não tem suportado a instalação de ar-condicionado – a prefeita respondeu com um seco e autoritário: “procure a Equatorial!” – como se o Sinteal o responsável pelos atos da gestão.

“A categoria quer respostas e o sindicato cumpre o seu papel de representar e defender cada trabalhador e trabalhadora da educação”, destacou a presidente do Núcleo Regional Sinteal/Santana do Ipanema, Cristina Alves. Quanto ao assunto, o secretário municipal de Educação informou que foi feita uma solicitação à empresa [Equatorial], mas que não teria ocorrido um retorno [resposta] da empresa.

Mobilizações

Durante as falas na assembleia, trabalhadoras/es questionaram o porquê de haver tanta agilidade da gestão municipal na execução de solicitação para uma pista de gelo na praça, e não existir a mesma celeridade para as demandas urgentes nas escolas!?

Ao final, como encaminhamento, as/os trabalhadoras/es se comprometeram em manter as mobilizações convocadas e organizadas pelo Sinteal. “Precisamos buscar nossos direitos, chega de esperar a boa vontade desses gestores”, destacou uma servidora.

Convocação

A diretoria do Sinteal, aproveitou mais esta oportunidade na reunião, para convocas todas/os as/os trabalhadoras/es da educação de Santana do Ipanema para acompanhar as redes sociais e fortalecer a luta da categoria.

 

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