15 de dezembro de 2021

Sinteal repudia política de meritocracia excludente em Palmeira dos Índios

Educadoras da Escola Rural fizeram trabalho importante e foram punidos pela política de Júlio Cesar

Na manhã desta quarta-feira (15), o prefeito de Palmeira dos Índios, Júlio Cesar, divulgou o resultado de um prêmio destinado à educação. O anúncio causou indignação e revolta na categoria, por representar um processo meritocrático excludente que não reconhece as condições precárias enfrentadas por muitos profissionais.

Durante a pandemia os trabalhadores da educação seguraram o ano letivo usando seus telefones celulares, computadores e ultrapassando a jornada. Os professores das escolas do campo precisaram ir a pé entregar atividades nas casas dos alunos, enfrentaram problemas de conectividade que é quase inexistente nas zonas rurais. O anúncio divulga justamente estas como as piores escolas do município.

De acordo com o presidente do núcleo regional do Sinteal em Palmeira dos Índios, Izael Ribeiro, houve muito sacrifício nesse momento de pandemia, e isso foi ignorado pela gestão.

“A meritocracia em Palmeira não passa de uma grande falácia! Professores da Escola do Campo Francisco Pinto foram entregar atividades nas casas dos alunos por falta de acesso à internet durante a pandemia. Hoje é o aniversário de 50 anos da Escola Franscisco Pinto e esse foi o presente da Gestão para os educadores!”.

Izael reforça o posicionamento do Sinteal contrário à esse modelo de gestão. “Fica aqui o nosso repúdio a esse tipo de política que aprofunda as desigualdades na nossa sociedade. Nos solidarizamos com os profissionais das escolas que foram ‘rotuladas como piores’. Sabemos da luta dos nossos companheiros e companheiras, e continuaremos lutando pela valorização para todos”.

Para além dessa divulgação desastrosa o Sinteal questiona qual a fonte pagadora desse “prêmio”.