13 de julho de 2022

LUTA NO INTERIOR: Em Jaramataia e Monteiropólis, Sinteal e trabalhadoras/es em educação protestam e cobram negociação e valorização

Jaramataia: Negociação, já!

Na manhã da última terça-feira (12/07), o Núcleo Regional Sinteal/Pão de Açúcar reuniu trabalhadoras/es da rede pública municipal de Educação de Jaramataia. O objetivo da reunião foi discutir e deliberar ações para pressionar a gestão municipal a negociar a campanha salarial e atender as justas reivindicações da categoria. A data-base da educação foi em maio, e, até o momento, nem o prefeito Ricardo Martins Barbosa (MDB), nem o secretário municipal de Educação, José Barbosa, se manifestaram em relação ao reajuste salarial. O município não respondeu a NENHUM dos ofícios encaminhados pelo Sinteal. O secretário de educação nunca se preocupou em responder os questionamentos feitos pelo Núcleo e pela categoria.

Diante de tanta falta de compromisso praticada pela gestão municipal, as/os servidoras/es da rede pública municipal de educação de Jaramataia protestaram em frente às sedes da prefeitura e da secretaria de educação, pressionando de forma democrática para ver se a gestão se posiciona em relação às reivindicações das/os profissionais.

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Monteiropólis: Contra-proposta salarial

Já no município de Monteiropólis, a luta da campanha salarial do Núcleo Regional Sinteal/Pão de Açúcar e trabalhadoras/es da educação enfrentam a postura antidemocrática da prefeitura e da Secretaria Municipal de Educação.

No último dia 06/07, Núcleo Regional e trabalhadoras/es da educação realizaram um protesto público em frente à Secretaria Municipal de Educação para reivindicar reajuste salarial.

Cumprindo deliberação de assembleia da categoria convocada pelo Sinteal, um ofício foi redigido e encaminhado à gestão municipal, informando a rejeição da proposta de 10,06% da prefeitura, apresentando contra-proposta de 28% (vinte e oito por cento) e cobrando a urgente abertura de negociação para a a apresentação de um novo percentual de reajuste, que valorize todas/os as/os profissionais de educação. O governo municipal não se manifestou em relação à contraproposta das/os trabalhadoras/es, e continua insistindo em querer aplicar os 10,06% rejeitados pela categoria.

Após o ato das/os trabalhadoras/es e do Sinteal, o sindicato foi informado que a prefeitura tinha iniciado o envio às escolas de um abaixo-assinado pressionando para que as/os profissionais assinassem concordando com os 10,06% de recomposição salarial. A categoria criticou e protestou contra essa postura de falta de respeito e de diálogo.

A avaliação tirada pela categoria e pelo Núcleo Regional Sinteal/Pão de Açúcar é que, se o município não pode aplicar o percentual proposto pelas/os trabalhadoras/es, que apresente os orçamentos financeiros e mostre um ‘raio-X’ dos recursos da Educação. Infelizmente, não é esse o comportamento da prefeitura.

Queremos negociação para sair desse impasse. Cobramos um reajuste real que, de fato, valorize todas/os as/os trabalhadoras/es da educação em Monteiropólis. E exigimos respeito à lei do piso (Nº 11.738) e à carreira destas/es profissionais.