5 de agosto de 2022

Estudantes do Pompeu Sarmento realizam ato em apoio à greve da educação de Maceió junto com Sinteal

Um protesto convocado por Estudantes Jovens e Adultos da Escola Pompeu Sarmento foi realizado na noite desta quinta-feira (5) em apoio à greve dos trabalhadores da educação da rede municipal de Maceió. Em frente à unidade de ensino, a comunidade escolar do Pompeu se uniu ao Sinteal e educadores de várias escolas da rede para mais uma manifestação de luta por valorização da educação e da categoria.

“Estamos cumprindo uma intensa agenda de mobilizações, mostrando que é uma greve de muita luta em defesa dos nossos direitos e contando com o apoio massivo da comunidade. Tiramos em nossa assembleia a realização de atividades pelos bairros da cidade, mostrando a todo mundo que JHC mente enquanto massacra a educação”, disse Consuelo Correia, presidenta do Sinteal.

Sem bloquear vias, os manifestantes ficaram parados em frente à escola e aproveitaram os intervalos do semáforo para ocupar a pista e ganhar a atenção dos motoristas e pedestres.

Os tradicionais cartazes e faixas avisavam: “Educação em greve, a culpa é do JHC”. Com muita energia, estudantes e trabalhadores/as gritavam as palavras de ordem denunciando: “Queremos estudar JHC não quer deixar”, e reforçando o recado para o prefeito: “JHC, cadê você? O fim da greve só depende de você!”.

Finalizando sua quarta semana, a greve reivindica direitos dos trabalhadores da educação e estrutura nas escolas. De acordo com a presidenta do Sinteal, a indignação e a necessidade tem sido o combustível para a resistência.

“Enquanto o piso nacional do magistério teve um reajuste de 33,24%, o prefeito de Maceió se recusa a implantar um reajuste minimamente digno para a educação. Nossa luta provou que é possível avançar, saímos de 0% para 3%, depois 4% e agora 8%, vamos continuar, porque é inadmissível que com uma inflação tão alta a reposição salarial não chegue nem a dois dígitos”.

O canal de diálogo permanece aberto, só depende da iniciativa do prefeito para solucionar a situação. Mas enquanto ele ataca e ameaça, a agenda democraticamente construída em assembleia para os próximos dias já está traçada.

“Teremos uma assembleia na segunda, um ato público na Chã da Jaqueira quarta-feira [10] e outro na Praça do Centenário na quinta [11]. Não é recesso nem férias, é luta por nossos direitos”, finalizou Consuelo.