6 de dezembro de 2023

06/12: Sinteal celebra o dia/campanha do “Laço Branco” na luta contra a violência às mulheres

O Sinteal celebrou, na tarde desta 4ª feira, em sua sede (Maceió), o dia e a campanha do “Laço Branco”, que ocorre todo dia 06 de dezembro, data que marca o “Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres”.

Criada pela Organização das Nações Unidas (ONU), a campanha do “Laço Branco” tem a participação de entidades em mais de 150 países, entre elas, no Brasil, a CNTE e a CUT. Em 2023, o lema é: “Homens honrosos denunciam homens criminosos – Estenda sua mão às mulheres vítimas de violência”.

Este ano, em seus 21 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres, a campanha do “Laço Branco” teve início em 20 de novembro passado (“Dia da Consciência Negra”), passou pelo 25/11 (“Dia Internacional de Erradicação da Violência contra a Mulher) e está sendo encerrada hoje, com a celebração do “Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência Contra as Mulheres”.

O objetivo da campanha do “Laço Branco” é sensibilizar a população masculina quanto a importância de denunciar os covardes casos de violência contra mulheres, através dos números do Disque e do 180 (Central de Atendimento à Mulher do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania).

História

A data do dia 06/12 foi instituída no Brasil por meio da Lei nº 11.489/2007, e tem relação a um evento ocorrido em 1989, no Canadá, quando Marc Lepine, um jovem de 25 anos, invadiu uma sala de aula, ordenou que os homens saíssem, assassinando, em seguida, 14 mulheres (estudantes), suicidando-se em seguida.

Posicionamentos

Segundo o presidente do Sinteal, Izael Ribeiro, “uma das principais causas da luta das mulheres brasileiras é a violência machista que não para de crescer”. Para ele, “esta é uma luta que une todos nós”. Mas Izael alerta: “a Campanha do Laço Branco precisa unir também todos os homens, porque é preciso acabar com esta covarde chaga social que é a violência que atinge as mulheres, e, por conseguinte, todas as famílias e a sociedade brasileira em geral”.

Para a secretária da Mulher do Sinteal, Francisca Souza, “só vamos conseguir vencer estes números alarmantes de violência contra as mulheres se conseguirmos envolver os homens nessa luta. Sem essa parceria, acho, será impossível atingir o objetivo de combater e derrotar o machismo, que mata, diariamente, tantas mulheres em Alagoas e nos demais estados brasileiros. Homens e mulheres, de mãos dadas, vamos em frente no combate à violência contra a mulher”.

 

Vergonha! – Números da violência

A realidade brasileira em relação à violência contra as mulheres continua extremamente estarrecedora, revoltante e preocupante (os números são do Ministério da Saúde e de organizações e institutos ligados à causa feminina):

4 mulheres são mortas por dia no Brasil.

A cada 15 segundos, uma mulher é espancada no Brasil.

10 estupros coletivos são cometidos por dia.

Como o Brasil possui uma população estimada em mais de 200 milhões de habitantes – sendo 50,8% mulheres -, são mais de 100 milhões de potenciais vítimas de violência de todo tipo: física, moral, sexual, psicológica ou patrimonial.

Dessas 100 milhões de mulheres, 40% já narraram casos de assédio em locais de trabalho, em transportes públicos e em tantos outros lugares.

71% das mulheres declararam terem sido assediadas no ambiente profissional.

Das 33 milhões pessoas que passam fome no Brasil, 80% são mulheres e a grande maioria é de mães solos e negras.

A “coisificação” da mulher (que a torna objeto de propriedade do homem) resulta do machismo, mas, sobretudo, do modelo patriarcal ainda dominante no Brasil.

A violência contra a mulher, seja por qual motivo for, é uma vergonha para o homem do século XXI, por isso, precisa ser permanentemente denunciada, combatida e criminalizada.

BASTA!

Se você for homem, diga e repita: “Não sou amigo de quem agride mulher. Não tolero covardia”. E você?!”.

Basta de violência contra as mulheres!

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