14 de maio de 2024

SEMED não tem direito a controlar as vidas dos servidores

O SINTEAL continua recebendo inúmeras reclamações de filiadas/os – quanto à forma como a SEMED tem atuado para executar o ponto eletrônico georreferenciado em Maceió.

Em fevereiro último, a prefeitura adotou o sistema próprio de controle digital de frequência, em dois módulos: no próprio computador de trabalho (para servidoras/es administrativas/os) e no próprio celular do/a servidor/a (o tal ponto georreferenciado).

“Os servidores não podem ser obrigados a baixar o sistema de ponto eletrônica em seu celular, que não é um instrumento de trabalho, mas um equipamento pessoal. As denúncias recebidas pelo Sindicato evidenciam a prática de pressão e amedrontamento para que os trabalhadores usem seus celulares pessoais para serem controlados não apenas no local de trabalho, mas durante todo o dia. Isso porque o georreferenciamento mostra onde cada indivíduo está em qualquer momento”, ressaltou Izael Ribeiro, presidente do Sinteal.

O Sinteal cobrará a SEMED que respeite a individualidade de cada servidor, garantindo que o ponto de registro da jornada de trabalho seja efetivado no próprio local de trabalho, com segurança e sem pressão. É uma forma de controle sobre o trabalho e não sobre a vida do trabalhador.

Nesse sentido, o presidente do Sinteal é assertivo: “Queremos menos pressão e mais condições de trabalho e valorização das/os trabalhadoras/es da educação”.