Assembleia do Sinteal define pauta da campanha salarial 2026 para a rede estadual
Na manhã desta quinta-feira (26), o Sinteal realizou a primeira assembleia geral da rede estadual de 2026, onde foi construída a pauta de reivindicações para a campanha salarial da categoria para este ano. Ficou definido como proposta a implantação do percentual nacional do piso da educação para toda a educação do estado, incluindo magistério e funcionários/as, em todos os níveis da carreira. O ofício com o pleito será encaminhado ao Governo do Estado junto com pedido de audiência, mas a primeira mobilização já está marcada, e será uma grande marcha em defesa das aposentadas e aposentados, no dia 27 de março.
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“A luta já começou, e esperamos que o canal de negociação com o Governo Paulo Dantas esteja aberto neste último ano de gestão. Que ele possa encerrar sua atuação no governo atendendo a categoria e valorizando a educação, e o primeiro ponto de pauta é corrigir o erro que prejudicou as aposentadas e aposentados, e garantir a equiparação salarial de acordo com o tempo de serviço que tiveram ao longo da carreira”, disse o presidente do Sinteal, Izael Ribeiro.
Izael resgatou a pauta da campanha do ano passado, avaliando todos os pontos que foram solucionados, ou estão sendo solucionados, por conta da luta do Sinteal junto com a categoria na greve de 2025. Foram eles: o pagamento do rateio dos precatórios do FUNDEF, Vale-Alimentação, Difícil acesso, fim da trava para mudança de nível, equipamentos do programa conecta, garantia do afastamento para mestrado e doutorado e gestão democrática.
“Tivemos grandes vitórias, garantimos através da nossa organização e mobilização. Esse ano estamos começando desse ponto de partida mais avançado, e é preciso conquistar muito mais, tanto na valorização salarial quanto em condições de trabalho e de vida digna para quem trabalha na educação todos os dias e segue enfrentando dificuldades”, destacou ele.
Izael destacou que o concurso de remoção vem sendo muito cobrado pelo Sinteal, e o Governo do Estado chegou a anunciar, mas o edital apresentado decepcionou. “O concurso de remoção que o Governo realizou não foi feito da forma que a categoria desejava. Se fosse feito da maneira correta, poderia ter beneficiado muito mais companheiros e companheiras”. Já sobre concurso público, ele criticou que o governo tenha anunciado há meses, mas não houve concurso até agora. E além disso, o que está sendo publicado é só para professores, não prevê vagas para funcionárias/os da educação que estão sem concurso há mais de 20 anos e acumulam uma carência cada vez maior.
O aumento de carga horária começou a sair, mas segue com carência e muita gente ainda não conseguiu, segue na pauta. O mesmo acontece com o Profuncionário, que abriu apenas 200 vagas, muito abaixo do necessário.
A pauta final aprovada na assembleia inclui os seguintes itens:
- Equiparação da tabela salarial de proventos dos(as) aposentados(as)
- Aumento de carga horária
- Melhoria na infraestrutura das escolas
- Concurso público
- Concurso de remoção
- Infraestrutura
- Saúde do(a) trabalhador(a)
- Profuncionário
- Reajuste Salarial
- Matriz curricular
Com várias intervenções da base, incluindo relatos de escolas com sérios problemas de infraestrutura, a assembleia foi bastante participativa com representantes da capital e de todas as regiões do Estado. Izael encerrou convocando para a mobilização. “Estamos apenas começando. Vamos à luta, porque só a luta nos garante!”.






