II Marcha das Aposentadas do Sinteal luta por equiparação salarial e defende o CEPA
Sinteal vai às ruas defender que salário igual ao tempo de contribuição é direito
O Sinteal ocupou as ruas de Maceió na manhã desta sexta-feira (27), com sua II Marcha das Aposentadas. Para pressionar o governo Paulo Dantas a ajustar o salário das aposentadas de acordo com o tempo de contribuição que tiveram ao longo de sua carreira, a categoria movimentou a cidade com marchinha de carnaval, palavra de ordem e muita energia. Em alerta contra o desmonte que o governo está fazendo com as escolas da rede estadual, a marcha trouxe também a ala “Salve o Cepa”, denunciando os problemas que atingem estudantes e educadores em toda a rede.
“O Governo de Alagoas precisa respeitar quem se dedica e quem se dedicou a construir uma educação de qualidade para a população alagoana. Não vamos admitir que o salário de quem passou a vida inteira contribuindo seja mais baixo do que o que prevê a tabela da rede. Se uma pessoa trabalhou por 25 anos, é direito dela receber o equivalente a esse tempo, e não como se tivesse ficado apenas 15 anos”, disse Margarida Rocha, Secretária de Aposentadas/os do Sinteal.
Na luta pela educação, o presidente do Sinteal explica que a rede estadual de Alagoas vem sofrendo sérios problemas com a implantação do ensino integral, e por isso luta da Marcha foi ampliada. “Incluímos na pauta a campanha Salve o CEPA porque o alerta começou por lá, sobre a implantação da escola de tempo integral que não traz as condições adequadas, e também não tem despertado interesse de estudantes e famílias, o que tem causado uma redução drástica das matrículas, colocando em risco todo o funcionamento da rede e o direito à educação”, detalhou o presidente do Sinteal, Izael Ribeiro.
Mesmo em clima chuvoso, trabalhadoras e trabalhadores da educação de todas as regiões do estado, da ativa e aposentados, saíram da sede do Sinteal, no bairro do Farol, em direção ao Palácio República dos Palmares. A caminhada acompanhada da já consolidada batucada do Sinteal “Lata e Luta”, desceu a ladeira chamando atenção e mostrando que não basta fazer luta nas rede sociais. “
Izael explica que essas são pautas de toda a categoria. “Essas companheiras cumpriram o seu papel com muita luta, e estão nas ruas para dizer que nós queremos o salário igual ao tempo de contribuição. Importante a gente dizer aos nossos colegas que o ativo de hoje será o aposentado de amanhã, se tiver luta”.
Também foi levada pelo Sinteal uma denúncia sobre as condições precárias que as merendeiras estão enfrentando na rede, com sobrecarga de trabalho e ambiente insalubre. “Não adianta fazer propaganda com uma merenda bonita, se para garantir esse alimento aos estudantes, tem trabalhadora adoecendo todos os dias”, criticou Izael.
Na porta do palácio, uma comissão de dirigentes buscou uma audiência com o governo para discutir a pauta da educação.





