Salve o CEPA: Sinteal se reúne com professoras/es do CEPA e Ministério Público

Diante da situação preocupante que se instalou no CEPA, o Sinteal se reuniu na manhã desta sexta-feira (6) com o promotor Lucas Sachsida, do Núcleo de Defesa da Educação do Ministério Público de Alagoas. Com o promotor participando por plataforma virtual, o Sinteal recebeu em suas instalações um grupo com representantes de quatro escolas do CEPA para participar da reunião e trazer relatos e dados sobre o problema que estão vivenciando.
“Estamos muito preocupados com o que está acontecendo. O maior complexo educacional que sempre foi símbolo da educação em nosso estado, está sendo esvaziado. A implantação do tempo integral não trouxe estrutura, virou um verdadeiro depósito de estudantes com cursos técnicos muitas vezes sem laboratórios, ou sem professores ou insumos. Os alunos estão sumindo gradativamente, e agora a Seduc quer devolver os professores de forma arbitrária, ao invés de buscar soluções para os problemas”, explicou o presidente do Sinteal, Izael Ribeiro.
Professores e professores das Escolas Estaduais Afrânio Lages, Moreira e Silva e José da Silva Loureiro, descreveram um cenário de dificuldade. Eles também destacam que a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) está desativando espaços importantes que pertencem à comunidade escolar, como a escolinha de artes e o instituto de línguas.

Outra coisa que tem chamado atenção, é o fato de que a estrutura da Seduc está sendo retirada do CEPA e deve passar a funcionar em um prédio alugado, em um shopping. Uma das professoras lembrou que quando a Seduc foi transferida do prédio próprio, no Centro de Maceió, o CEPA perdeu a biblioteca. Consuelo Correia, vice-presidenta do Sinteal, observa o que educação tem perdido com essas mudanças administrativas. “O prédio próprio da secretaria foi retirado de lá sob o discurso de que seria reformado, mas o que aconteceu foi uma doação deste patrimônio da educação para o Tribunal de Justiça. Agora estão desocupando o CEPA, para quem será repassado?”, questiona ela.
O Sinteal tem estado presente constantemente no espaço e tentado intermediar o diálogo com a Seduc. Já está marcada para a próxima segunda-feira (9) uma reunião com a secretária Roseane Vasconcelos. “Esperamos que tudo isso seja esclarecido e que o clima de tensão se dissipe. Seguimos na defesa da educação pública, dos interesses dos nossos estudantes e, claro, das trabalhadoras e trabalhadores. Os profissionais estão adoecendo, preocupados com o que tem passado seus alunos e com medo dessas ameaças de devolução”.
O promotor ouviu tudo, informou que o MP tem recebido muitas demandas sobre a situação do tempo integral, e pontuou que é um sistema com vários pontos positivos, mas que tem apresentado problemas. Ele se mostrou solidário aos profissionais e ponderou que o ideal seria uma mediação em que não fosse necessário dar entrada com ação judicial, mas que caso chegue a esse ponto, o Ministério Público fará a sua parte.




