10 de março de 2026

Sinteal e Ministério Público vistoriam escolas do Cepa

No início da tarde desta segunda-feira (9), dirigentes do Sinteal e membros do Ministério Público de Alagoas (MPAL) vistoriaram escolas do Cepa para conferir a situação de esvaziamento das unidades de ensino e falta de estrutura para o ensino técnico.

A comitiva visitou laboratórios e salas de aula, conversou com professores e estudantes.

“Fizemos estas visitas para que, juntos pudéssemos constatar a realidade dessas escolas. Nós chamamos o Ministério Público e fomos, prontamente, atendidos. Agora, vamos esperar os desdobramentos diante dessa situação que é preocupante”, diz Izael Ribeiro, presidente do Sinteal.

Já Consuelo Correia, vice-presidenta do Sinteal, ressalta a falta de profissionais nas escolas do Cepa.

“Encontramos falta de profissionais para os cursos profissionalizantes e estrutura física, a exemplo de laboratórios. O governo não pode criar cursos e não ter, minimamente profissionais já contratados porque um ano letivo, para inciar, precisa ter planejamento para os estudantes da rede pública não fiquem aquém dos estudantes da rede privada”, afirma a vice-presidenta do Sinteal.

Para Lucas Sachsida, promotor de Justiça da Infância e Juventude, a situação do Cepa causa preocupação.

“Recebemos várias denúncias de irregularidades na implementação do tempo integral como, por exemplo, falta de professore e salas especiais para o ensino técnico pode demandar problemas na qualidade do ensino e aumento da evasão escolar”, relata o promotor da Infância e Juventude do Ministério Público.

Gustavo Arns, promotor de Justiça Gustavo Arns, coordenador do Núcleo de Defesa da Infância e Juventude, também destacou preocupação com a evasão escolar dos estudantes em tempo integral.

“Constatamos algumas situações e faremos contato com a Secretaria de Educação para sanar falhas que identificamos, com o objetivo de melhorar a educação em nosso estado”, comenta.

Izael Ribeiro ressalta que o Sinteal seguirá fiscalizando e cobrando do Governo do Estado para as devidas condições nas escolas do Cepa sejam implementadas.

“O Cepa é um orgulho de Alagoas, mas sua atual situação é frustrante. São estudantes deixando estas escolas, professores sendo devolvidos por falta de aulas e todo este espaço sendo aos poucos abandonado. Não podemos permitir que esse quadro se agrave”, afirma o presidente do Sinteal.