Maceió: Trabalhadores/as da rede municipal paralisam atividades e ocupam a frente da Prefeitura
A manhã desta quarta-feira (13 de maio) foi marcada pela força e unidade da categoria da educação.

Convocados pelo Sinteal, as trabalhadoras e os trabalhadores da rede municipal de ensino paralisaram suas atividades e ocuparam a frente da Prefeitura de Maceió em um ato para denunciar o descaso e exigir o cumprimento de direitos históricos que vêm sendo negados pela gestão pública.
O protesto é uma resposta direta à postura do ex-prefeito JHC, que deixou o comando da cidade sem dar andamento às demandas da educação e sem nunca ter estabelecido um canal de diálogo real com a classe trabalhadora.
A saída do gestor sem a resolução dos pontos de pautas apresentados na greve de 2022 é um retrato do abandono da educação pública na capital, a mobilização não é apenas por melhorias, mas pela regularização de dívidas que se arrastam há anos. O sindicato levou para a porta da prefeitura os pontos cruciais que a gestão insiste em ignorar:
- Pagamento imediato das progressões que não foram efetivadas, além de retroativos pendentes desde 2009
- Realização de concurso público
- Reformulação do Plano de cargos e carreiras
- Aumento da carga horária
- Retorno do pagamento do auxílio Internet para funcionárias/os
- Revisão do valor do benefício difícil acesso
- Pagamento do vale transporte
“O JHC deixou a prefeitura sem ter apresentado minimamente o percentual do reajuste ou uma reformulação do plano de cargos e carreiras e o Sinteal está na rua para cobrar que a educação de Maceió seja pensada de forma séria, com planejamento a curto e longo prazo. Não aceitaremos que o ensino público seja tratado como uma vitrine política enquanto quem faz a escola acontecer sofre com a desvalorização” explicou Izael Ribeiro, presidente do Sinteal.
Com cartazes, faixas e palavras de ordem, educadores e educadoras manifestaram indignação com o cenário da educação pública em Maceió. O grupo reivindicou a abertura de diálogo com o prefeito Rodrigo Cunha, em um ato marcado por pedidos de valorização e animado por um trio de forró, que acompanhou os coros de protesto.
A mobilização em frente à prefeitura contou também com o apoio de representantes do Sindlimp (Sindicato de Asseio, Conservação e Limpeza Urbana), que cobraram o cumprimento dos direitos dos trabalhadores da zeladoria municipal. A vereadora Teca Nelma (PT) se juntou à mobilização e marcou presença no ato.
O Sinteal reafirma seu compromisso de seguir firme na luta até que todos os pontos da pauta sejam atendidos. O sindicato aguarda um posicionamento oficial da Gestão Municipal, reforçando que a educação de qualidade é indissociável da valorização do trabalhador.



