Mulheres protestam em Arapiraca no julgamento do feminicida da professora Claudenice

Claudenice ao lado da filha, Kerolly (Foto: Arquivo Pessoal)
Passados 11 anos, a morte brutal da professora Claudenice Oliveira Pimentel segue causando comoção e indignação das mulheres em Alagoas. O feminicídio que aconteceu no dia 3 de agosto de 2011, em Arapiraca, terá julgamento na manhã da próxima terça-feira (22), em que o acusado era José Cabral do Nascimento, marido da vítima. Mulheres estão se mobilizando para realizar uma grande manifestação na porta do Fórum.
Segundo as informações divulgadas na imprensa, Claudenice foi carbonizada em sua residência em um incêndio supostamente provocado por seu marido. Sua filha, Kerolly Thallya Batista, também foi atingida pelas chamas, mas sobreviveu.
A presidenta do Sinteal, Consuelo Correia, apela por justiça. “A nossa companheira foi tirada do nosso convívio, e é muito doloroso não tê-la conosco para celebrar a vida. Mas vamos lutar para que seja feita justiça, tanto pela memória da Claudenice quanto por todas nós mulheres, que merecemos uma sociedade que não admite a violência contra a mulher. Que haja punição e que nunca mais precisemos viver histórias como essa”.
O momento de protesto servirá como uma forma de chamar a atenção das autoridades para os crescentes números de feminicídio registrados em Alagoas. As participantes estarão trajando roupas brancas e convidam a quem quiser se fazer presente no ato, para que compareçam. Ex-alunos da professora Claudenice Oliveira Pimentel, mulher morta carbonizada pelo então cabo da Polícia Militar, José Cabral, também estarão presentes.
Sobre o caso
No dia do ocorrido, vizinhos perceberam as chamas no imóvel, por volta de meia-noite e meia. O marido foi visto deixando a residência com queimaduras pelo corpo. Ele teria dito que a esposa e a enteada, de 15 anos, estavam trancadas no primeiro andar do imóvel, e saiu do local em uma motocicleta.
Familiares e amigos suspeitaram que o crime tenha sido praticado por José Cabral do Nascimento, à época, cabo da Polícia Militar, devido as constantes brigas entre o casal, inclusive, com agressões físicas, segundo testemunhas.
(Com informações do Portal Já É Notícia)



