Documentário que aborda histórias e relatos de pessoas com deficiência é exibido durante o Congresso do Sinteal
A 16ª edição do Congresso do Sinteal vem sendo marcado pela grande preocupação com a inclusão de todas as trabalhadoras e trabalhadores da Educação, inclusive pessoas com deficiências. Na tarde desta sexta-feira (3), o Congresso do Sinteal exibiu o documentário Barreiras, que aborda histórias e relatos de pessoas com deficiência que sofrem com o capacitismo, falta de políticas públicas e acessibilidade. O filme foi premiado na categoria Melhor Montagem na 15ª Mostra Sururu de Cinema Alagoano, bem como dois prêmios do 10º Festival VerOuvindo de Acessibilidade Comunicacional do Recife.
O filme lançado em 2024, foi roteirizado, dirigido e montado por Edmilson Sá e fala sobre as vivências e desafios enfrentados por pessoas com deficiência no Brasil. Através de relatos emocionantes e histórias inspiradoras, o curta-metragem busca promover a conscientização, combatendo o capacitismo. Um dos objetivos é justamente sensibilizar as pessoas, os poderes e o fomento de políticas públicas que busquem por uma sociedade inclusiva em que a dignidade da pessoa humana e a cidadania plena sejam reais.
“Eu queria que esse filme pudesse ser visto por todas as pessoas. Um crítico de cinema chegou a dizer que o áudio descrição é suave e ajudou a compreender melhor os detalhes que estão na tela. São oito histórias de pessoas com diversas deficiências. Todas as histórias, dores e sonhos que estão no filme vieram dessas pessoas”, disse Edmilson.
Congresso inclusivo
Margarete Fonseca, Secretária de Assuntos Educacionais do Sinteal e membro do Coletivo PcD, falou sobre a importância da participação ativa do sindicato na luta pelos direitos de pessoas deficientes. Ela também ressaltou a preocupação do sindicato com a inclusão de todos os participantes do evento. “O próprio Centro Cultural já foi construído pensando na acessibilidade. O prédio possuí piso tátil, rampas de acesso para o palco maior, enfim. Além disso, disponibilizamos no Congresso a participação de profissionais de áudio descrição, além do intérprete de Libras em todas as atividades do Congresso. O ambiente do refeitório também é adaptado”, explicou Margarete.
“A gente está aprendendo coletivamente. Não é uma tarefa fácil conviver com situações diferentes, mas na comunhão da coletividade, nós aprendemos juntos. Momentos como esse do congresso fazem com que a gente aprenda juntos. A criação do Coletivo PcD do Sinteal demonstra essa preocupação e nos dá um norte para lutarmos pela educação inclusiva”, concluiu.






