3 de outubro de 2025

Mesa de Debate discute os desafios e a organização sindical no Brasil

Na tarde do segundo dia de atividades, o 16º Congresso do Sinteal discutiu dois importantes temas para a luta dos trabalhadores e trabalhadoras, especialmente os/as profissionais da educação no Brasil atual: “Desafios atuais do sindicalismo combativo”, com a professora doutora Ana Paula Colombi, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e “A Organização sindical dos/as trabalhadores/as da educação na fase atual da luta de classes no Brasil”, apresentado pela vice-presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), professora Marlei Fernandes.

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Em sua palestra, a professora doutora Ana Paula Colombi já iniciou provocando positivamente a plateia de delegadas/os e dirigentes sindicais, ao afirmar que “como educadores e educadoras, temos plena capacidade de apresentar pensamentos críticos sobre a nossa realidade, buscar e propor soluções”.

Mesmo concordando que houve vitórias importantes para os/as trabalhadores/as e para o povo brasileiro nas últimas semanas, ela alertou que “será preciso pôr nossos pés no chão e pensar em pautas ainda mais relevantes, e para elaborar essas pautas temos que ter um diagnóstico lúcido do que aconteceu com o movimento sindical nos últimos vinte e cinco anos”.

Em sua palestra, a vice-presidenta da CNTE, professora Marlei Fernandes, já iniciou falando que “estamos enfrentando e atravessando a conjuntura mais difícil nos últimos 40 anos do Brasil, com o ataque mais pesado do neoliberalismo e sua imposição do ‘Cada um que se vire’. O período mais adverso da nossa história!”.
Afirmando que “Distraídos e distraídas não venceremos”, Marlei colocou esta afirmação para enfatizar que “só com organização que poderemos enfrentar os inimigos do movimento sindical, para defender bandeiras como valorização profissional e salarial; mais financiamento público; reforma do Fundeb; taxação dos super-ricos; justiça tributária, dentre outras bandeiras e direitos”.

Ela encerrou colocando a importância do processo de campanhas maciças de filiações e a necessidade do debate ampliado, “se quisermos organizar a categoria para a defesa dos nossos direitos e dos direitos da escola pública. Essa tarefa é nossa. E quando falo ‘nossa’, quero dizer nós, mulheres da educação”.