Educação: Sinteal promove live sobre Educação Pública e direitos com Carlos Abicalil
Em live realizada pelo Sinteal na noite desta quarta-feira (15), no seu canal do Youtube, o tema da 27ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública, foi aprofundado pelo professor Carlos Abicalil, mestre em educação, gestão de políticas públicas.
Sob a mediação do presidente do Sinteal, Izael Ribeiro, e da representante de Alagoas na CNTE, Girlene Lázaro, o debate destacou a conexão entre ensino, democracia e soberania nacional.
Ainda sob o calor da Marcha da Classe Trabalhadora, que aconteceu durante o dia deste mesma quarta-feira, os participantes celebraram o sucesso da atividade e destacaram que a presidenta da CNTE, Fátima Silva, que participaria da live do Sinteal, precisou se ausentar porque estava representando trabalhadoras/es da educação de todo o país em uma reunião com o presidente Lula, onde foram levadas em mãos as pautas da classe trabalhadora.
Abicalil, que já foi presidente da CNTE, resgatou as bandeiras de luta da 1ª Semana da Educação, em 2000, e destacou que o cenário de hoje, por mais difícil que esteja, já contabiliza muitos avanços da luta.
“Naquele tempo não tinha piso do magistério. Não tinha FUNDEB. Não tinha Plano Nacional de Educação. E não tinha o sistema nacional de educação só pra a gente entender. E aquela marcha do ano 2000, cujo refrão era ‘Fora já, fora já daqui! O FHC e o FMI’. Nós éramos ainda submetidos as regras de reforma do estado do regime neoliberal do fundo monetário internacional que boa parte da geração mais nova nem ouve falar mais. Porque já no primeiro governo do Lula nós deixamos de ser devedores do sistema pra sermos credores do Fundo Monetário Internacional e exercemos um novo patamar de soberania que é um dos temas da nossa semana e que foi o tema convocou o nosso congresso no mês de janeiro”.
O convidado seguiu falando sobre a trajetória histórica de mobilização da CNTE, enfatizando as conquistas sociais obtidas desde a Constituição de 1988 e os riscos representados pelo negacionismo e pela desinformação. O debate reforça a necessidade de um Plano Nacional de Educação robusto que garanta financiamento, concursos públicos e a valorização de todos os funcionários das escolas. Por fim, ficou a defesa de uma pedagogia integral que promova a cidadania e a diversidade, combatendo qualquer forma de violência ou retrocesso democrático no ambiente escolar. “Qual é o nosso ideal pedagógico? Quem que a gente está formando nesse período?”, disse Izael durante a reflexão.
Girlene destacou que um das pautas esse ano é a redução da jornada de trabalho, ela foca na valorização da vida do trabalhador e na identidade de quem constrói a educação no cotidiano. “Nós não queremos a jornada 6 por 1 e sim uma jornada menor para que a gente tenha mais tempo para viver, e não viva para trabalhar”.
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