27 de maio de 2026

Prefeitura de Pão de Açúcar ignora pauta da educação; Sinteal vai reagir

Última reunião entre Sinteal e prefeitura de Pão de Açúcar ocorreu em 19 de março

Na última segunda-feira (25), o Núcleo Regional de Pão de Açúcar do Sinteal foi surpreendido ao tomar conhecimento, por terceiros, da aprovação do reajuste anual da categoria, através de uma lei aprovada sem diálogo e que ignora completamente as pautas das/os trabalhadoras/es da rede municipal de ensino.

“Ano passado, solicitamos a reestruturação das tabelas devido à defasagem salarial de toda a categoria. O maior prejudicado foi e continua sendo o professor aposentado e os que estão aposentando-se, a nossa proposta este ano 2026 foi de 10% e o percentual aprovado foi de 5,40%, só para o magistério. A proposta feita por esta entidade de 10% contemplaria toda a categoria, ativos, aposentados e funcionários administrativos”, relata Erivaldo Valentim, presidente do Núcleo Regional de Pão de Açúcar do Sinteal.

Segundo Sitrânia Cardoso, tesoureira do Núcleo Regional, esta não é a primeira vez que a prefeitura de Pão de Açúcar desrespeita a categoria.

“Mais uma vez, a gestão municipal não atende às expectativas da classe que anseia por uma valorização de fato e de direito. E, mais um agravante, os funcionários administrativos não foram contemplados, contrariando a lei 14.113/2020. Educação não se faz só com docentes. Essa prática, só desmotiva e divide muito mais a categoria. A Câmara de Vereadores cada dia é mais omissa aos direitos da classe”, afirma a tesoureira do Núcleo Regional de Pão de Açúcar do Sinteal.

A tabela inicia com o valor do piso com carga horária de 25h, para o magistério, no valor de R$ 3.206,64.

“Ou seja, eliminaram o magistério da tabela e colocaram um valor do piso inicial de 25 horas iniciando a tabela com valor do piso citado acima e não existe um piso para nível superior, contrariando também a lei do piso 11.738/2008, tornando cada vez maior o prejuízo dos professores na carreira salarial. A luta que fazemos é para a valorização de toda a categoria, professores e funcionários, ativos e aposentados, não de retrocesso, é o que vem acontecendo nessa gestão”, ressalta Erivaldo Valentim.

De acordo com o advogado do Núcleo Regional, Gerd Gomes, com o que foi aprovado, a categoria ficará sem ganho real de salário.

“Com esse aumento não há praticamente nem reposição inflacionária. Piso é um direito garantido por lei, não é favor”, explica Gerd Gomes.