Santana do Ipanema: Sinteal apresenta pauta de reivindicações da educação em reunião com a gestão
Encontro discute valorização profissional, revisão do PCC, piso do magistério, defasagem salarial, precatórios e condições de trabalho dos profissionais da educação, dentre outros pontos
O Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Educação de Alagoas (Sinteal), por meio do Núcleo Regional de Santana do Ipanema, reuniu-se na tarde da quarta-feira (8) com representantes da gestão da Prefeitura de Santana do Ipanema para apresentar a pauta de reivindicações da categoria e cobrar avanços nas políticas de valorização dos profissionais da educação.
Representaram o Sinteal a presidente em exercício, Cristina Alves, a Secretária Sindical, Camila Barbosa, e a Secretária Geral, Kelvia Vital. Pela gestão municipal participaram o Procurador Geral do município, Danylo Bezerra de Carvalho; a Secretária Municipal de Educação, Cultura, Turismo, Esporte, Lazer, Ciência, Tecnologia e Inovação, Salete de França Machado Soares; e o Secretário Municipal de Governo, Silvio Romero Bulhões Azevedo.
A reunião ocorreu após diversas tentativas do sindicato de estabelecer diálogo com a administração municipal. Na ocasião, a direção do Sinteal apresentou uma pauta voltada à valorização profissional e salarial da categoria, destacando temas como o pagamento do piso nacional do magistério aos professores contratados, o reajuste salarial e a revisão da carreira dos servidores efetivos.
O principal ponto do debate foi a reformulação do Plano de Cargos e Carreiras (PCC) da Educação, realizada em 2022, que, segundo o sindicato, retirou a carreira do magistério da tabela de vencimentos, comprometendo a progressão funcional dos profissionais.
Durante a reunião, a presidente em exercício do Sinteal, Cristina Alves, também chamou a atenção para outras demandas da categoria, entre elas a situação dos profissionais da assistência social vinculados à folha da Educação, a ausência de processo administrativo para os servidores readaptados e a necessidade de fortalecimento das políticas de saúde do trabalhador.
A defasagem salarial também esteve entre os temas centrais da reunião. Segundo o sindicato, o cenário tem contribuído para o aumento do número de professores aptos à aposentadoria, percentual que já ultrapassa 30% da categoria, mas que permanecem trabalhando para não terem perdas ainda maiores, já que a previdência do município é geral. Além disso, foram discutidas a necessidade de formação continuada para docentes que atuam com estudantes da educação especial, a implantação de uma plataforma de apoio às atividades pedagógicas voltadas aos estudantes com deficiência, as condições estruturais das escolas e creches e os critérios de avaliação de desempenho dos diretores escolares.
Em resposta às demandas apresentadas, a secretária municipal de Educação informou que a gestão já possui um projeto de reestruturação das cozinhas das unidades escolares, cuja execução deverá ocorrer durante o período de recesso, sem prejuízo às atividades letivas.
Cristina Alves também defendeu a regulamentação, no Plano de Cargos e Carreiras, da jornada de 30 horas para os profissionais da educação, medida considerada importante para garantir segurança jurídica e valorização da categoria.
Outro tema abordado foi o pagamento dos precatórios do Fundef. Questionado pelo sindicato, o Procurador Geral do município afirmou que a gestão aguarda uma decisão judicial para realizar o pagamento. Em contraponto, Cristina Alves destacou que a decisão judicial mais recente não impede que os valores sejam pagos aos profissionais que têm direito ao benefício.
Ao final da reunião, o Sinteal reafirmou a importância da manutenção do diálogo com a gestão municipal e defendeu a construção de soluções que assegurem a valorização dos trabalhadores e trabalhadoras da educação e a melhoria da qualidade da educação pública no município.
Conquista só vem com luta!




