Sinteal participa de seminário Alagoas Lilás em defesa da rede de proteção às mulheres

O Sinteal participou, na última segunda-feira (31), do primeiro seminário do Alagoas Lilás. Com o tema “Fortalecendo a Rede de Proteção às Mulheres, integração, qualificação e atuação em rede”, o seminário fechou o mês de conscientização e combate à violência contra a mulher, o Agosto Lilás.
Representado pelas dirigentes Francisca Lúcia, Secretária de Mulheres do Sinteal, e Rosiele Costa, Secretária de Assuntos Municipais, o Sinteal reforçou a importância do empenho do estado no combate à violência de gênero. Francisca fez parte da mesa de abertura como presidenta do Conselho Estadual de Direito das Mulheres (Cedim).

Francisca faz o balanço da atividade. “Foi um dia assim muito rico onde a gente pôde ter uma visão de como está a violência no Brasil, em Alagoas, da rede de atendimento, como essa rede se encontra, suas fragilidades e também os seus avanços dessa rede de acolhimento, e a gente pôde também ter uma visão do que o governo democrático, através do Ministério das Mulheres, vem fazendo para que a gente possa ter uma redução nos casos de violência, ter uma redução nos casos de feminicídio. Então é necessário que a gente fortaleça esse governo democrático, que só quem ganha com isso são as mulheres, que são a maioria da população brasileira, e as vítimas dessa violência que impera no nosso Brasil devido ainda termos um machismo arraigado e um patriarcado ainda muito forte”.
O seminário foi destinado às secretárias municipais de mulheres dos 102 municípios e às instituições que fazem parte da rede de prevenção, atendimento e combate à violência contra a mulher. Na parte da manhã, aconteceu uma palestra de Beatriz Acioli Lins, do Instituto Natura. Ela trouxe a temática “Rota crítica das políticas para o enfrentamento da violência contra a mulher”, onde apresentou estatísticas de atendimento de violência contra a mulher, de feminicídio, não só em Alagoas, mas no Brasil.

A palestrante destacou que se faz necessário o envolvimento de todos e todas no combate à violência contra a mulher, e não só as equipes de referência. Ela defende que toda a sociedade se sinta responsável por essas estatísticas altas de violência contra a mulher, e também que é necessário que o Poder Público também assuma essa responsabilidade. Para ela, o país só vai ter uma diminuição nessas estatísticas e nos casos de feminicídio, quando o Poder Público e a sociedade se sentirem responsáveis por essa violência.
A tarde, foi realizada uma mesa coordenada pela professora Marli Araújo, da Universidade Federal de Alagoas, e, juntamente com ela, tivemos a coronel Carla, da Patrulha Maria da Penha, e a delegada Carla, coordenadora da delegacia da mulher. Tivemos nessa mesa também a coronel Josiane, que comanda a ronda no bairro, e uma representação do Ceam com a assistente social Tatiana, e a psicóloga Goretti.




