3 de outubro de 2026

Neste dia 4, não teremos escolhas difíceis

Por Consuelo Correia, presidenta interina do Sinteal

Neste domingo (4), teremos a oportunidade de votar para deputado estadual, deputado federal, em dois senadores, governador e presidente da República. Serão seis escolhas que definirão os rumos das nossas vidas pelos próximos anos. E, na minha opinião, nunca foi tão fácil identificar qual o melhor projeto de país.

O Brasil vive um momento de pressão externa, com intervenção direta dos Estados Unidos em nosso processo eleitoral por causa de nossas riquezas minerais e agrícolas, de nosso amplo comércio exterior e de nosso PIX, numa tentativa de nos impor um alinhamento unilateral e subalterno aos interesses de Donald Trump. Essa interferência se dá através das big techs e de ataques sistemáticos ao nosso sistema de Justiça. Mas neste domingo, temos a oportunidade de reafirmar nas urnas que o Brasil é um país soberano, independente, e que não se curva à vontade de nenhum governo estrangeiro.

O que está em jogo é a escolha entre a destruição de qualquer marco civilizatório para a maioria da população ou um projeto que nos oferece o avanço das pautas sociais, com a valorização da educação e da saúde públicas, de políticas sociais, o fim da escala 6×1 e das bets, imposto de renda zero para quem recebe até 5 mil reais de salário, soberania sobre suas riquezas e seu destino e democracia. Qualquer pessoa que se diz patriota sabe que escolha fará em 4 de outubro.

Em Alagoas, o cenário é o mesmo, inclusive devido ao alinhamento de projetos locais com a questão nacional. E está claro qual projeto político está alinhado com o anseio do alagoano por mais prosperidade, por projetos que combatam a pobreza, que nos garantam segurança social, moradia, saúde e educação, e na defesa de um país soberano e democrático.

Está claro que falamos de um contraponto ao campo de quem recolocou o Brasil no mapa da fome, com pessoas na fila de ossos, de quem definhou o investimento na educação pública e de quem deseja tornar o Brasil um país fundamentalista religioso, desrespeitando a diversidade religiosa que um país continental como o nosso possui, ainda que com maquiagem moderninha das redes sociais.

Quando formos encarar as urnas, é importante comparar candidaturas, entender o que cada uma delas defende e o que é melhor para a classe trabalhadora, quem verdadeiramente defende nossos interesses, quem é um de nós ou, de fato, nosso aliado. E não é difícil distinguir, basta olhar quem esteve nas lutas dos trabalhadores, quem se postou ao nosso lado, quem vai à luta para que não sejamos um povo submisso às grandes potências.

E, essencialmente, quem não finge ser quem não é, quem não assume nem o nome do próprio pai para passar a mensagem de que é alguém recém-chegado a esse mundo. Por mais contradições que a vida real e a política possam nos impor, nada é pior que aqueles que fingem ser quem não são. A honestidade intelectual é a base para qualquer debate público.

Esta é a eleição mais importante da nossa História, sendo fundamental que a classe trabalhadora não se omita e garanta quais rumos queremos seguir e que sociedade queremos construir.

Também é importantíssimo que o nosso Congresso Nacional seja renovado com quem defenda nossas pautas, com quem não atue para promover autoblindagem e para abocanhar maiores fatias do orçamento público a cada ano. Por isso, precisamos votar em um dos nossos.

Não podemos permitir que um projeto que defende retrocessos em todas as áreas da vida em sociedade no Brasil saia vencedor. Está fácil escolher. Não são escolhas difíceis, basta olhar as opções com cuidado.