Dia de Tereza de Benguela: Sinteal participa de roda de mulheres em Arapiraca

Fortalecendo a agenda feminista e antirracista do Julho das Pretas, o Sinteal participou, no último sábado (25), de duas rodas de conversas sobre as lutas e trajetórias das mulheres negras na história de Alagoas e do Brasil.
A atividade fez parte do lançamento da Liga de Direitos Humanos da Universidade Estadual de Alagoas, em Arapiraca, composta por estudantes de todas as áreas da Universidade e representantes também do Diretório Acadêmico.
“Foi um momento importante em que aprofundamos o debate para além da nossa esfera da educação básica. Dialogamos com as companheiras da universidade, e com mulheres quilombolas que tem tanto saber e vivencia ancestral para contribuir”, disse Francisca Feitosa, Secretária da Mulher do Sinteal.

O dia escolhido foi também por celebrar o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, por conta de Tereza de Benguela, no Julho das Pretas. Além de Francisca, também contribuíram com o debate da roda a Secretária de Políticas Sociais do Sinteal, Marluce Remígio, e a Secretária da Mulher da CUT, Lenilda Lima.
“É muito importante um momento como esse, que abre esse espaço acadêmico para as mulheres de quilombo, as mulheres negras, de um modo geral. Porque é um espaço que, na maioria das vezes essas mulheres não têm acesso. Esse foi um dia em que essas mulheres tiveram voz dentro desse espaço, que muitas vezes não é acessível para esse público”
A atividade contou também, nas mesas, com representações de quilombos aqui de Alagoas. Mulheres quilombolas também fizeram parte do debate, voltado para o público dos estudantes e também de militantes da marcha”.
Além das debatedoras, prestigiaram a atividade as dirigentes do Sinteal Neide Aparecida e Renildes Ramos. Outras mulheres vieram dos quilombos para prestigiar a mesa das companheiras quilombolas, e estudantes do curso de Direito da Uneal.
O evento contou também com barracas de economia feminista, onde tanto a Marcha Mundial de Mulheres como mulheres de outros movimentos expusessem os seus trabalhos de pintura, crochê e bordado. A Marcha Mundial expôs o seu brechó com roupas para serem vendidas, bijuterias, sapatos e etc.



