10 de julho de 2026

Pela soberania popular, Sinteal manifesta solidariedade a Paulão

O Sinteal manifesta sua mais ampla solidariedade ao deputado federal Paulão (PT) diante da perda de seu mandato parlamentar, oficializada nesta quarta-feira (9), após uma decisão decorrente da retotalização dos votos das eleições de 2022. Paulão não foi cassado, não cometeu crime ou qualquer ilícito ou irregularidade eleitoral, mas foi vítima de jogada jurídica que o impediu, até mesmo, de se defender.

Paulão construiu sua trajetória política ao lado da classe trabalhadora, dos movimentos sociais, da educação pública, da democracia e da defesa intransigente dos direitos do povo brasileiro. Seus mandatos sempre foram instrumento de luta em favor das servidoras e dos servidores públicos, da valorização da educação, da justiça social, da democracia e da soberania nacional.

O Sinteal considera profundamente preocupante que uma representação legitimada por dezenas de milhares de votos seja interrompida após mais de três anos de exercício do mandato, comprometendo a segurança jurídica e a estabilidade da representação popular. A democracia exige respeito à vontade das urnas e proteção à confiança do eleitorado.

Mais do que a retirada de um mandato, este episódio representa a perda da única voz da esquerda alagoana na Câmara dos Deputados, justamente em um momento em que o país enfrenta debates decisivos sobre educação, direitos sociais, valorização do serviço público, combate às desigualdades e defesa de nossa democracia.

A bancada do PT na Câmara dos Deputados anunciou, em nota, a entrada de um recurso no Supremo Tribunal Federal. O Sinteal tem plena confiança de que todas as medidas jurídicas cabíveis serão adotadas para a defesa da soberania popular, consequentemente, mantendo Paulão no exercício do mandato e garantindo os princípios constitucionais que regem o Estado Democrático de Direito.

O Sinteal reafirma solidariedade ao companheiro Paulão, reconhecendo sua história de luta ao lado da classe trabalhadora e da educação pública. Sua trajetória, construída nas ruas, nos sindicatos, nos movimentos populares e na permanente defesa da democracia e dos direitos do povo brasileiro, não será apagada por uma decisão judicial.